No pagamento de maio, referente à produção de abril, foram registradas oscilações positivas e negativas nos preços pagos aos produtores, dependendo da região.
RONDÔNIA
Em Rondônia, depois do reajuste de 10,4% no pagamento de abril, o pagamento de maio registrou queda de 4,27% no preço ao produtor. Considerável parte da produção de Rondônia é transformada em queijo, a ser exportado para outras regiões do Brasil. Além disso, os principais laticínios de Rondônia disputam a matéria-prima com os “quejeiros”, que vez ou outra, são responsáveis por alterar o comportamento do mercado.
Foi o que ocorreu. Com o dólar em baixa, exportadores de produtos lácteos diminuíram as vendas externas. Parte da matéria-prima foi desviada para a produção de produtos menos perecíveis, como o queijo.
Como o consumo ainda está retraído, com o aumento da oferta interna de queijo e preços pouco atrativos, os “queijeiros” baixaram o preço do leite. Os laticínios acompanharam a retração.
Pela produção de abril (pagamento de maio), o preço médio do leite de Rondônia foi de R$0,56.
RIO GRANDE DO SUL
No extremo Sul do país houve aumento de 3,34% no preço do leite pago em maio. Ÿ Este parece ser o último reajuste depois de 6 meses em alta. A captação dos laticínios começou a melhorar já em maio; e também tanto o preço como as vendas de longa vida não alcançaram os valores estimados.
Dos entrevistados pela Scot Consultoria, 50% acreditam em queda no preço do leite de junho (produção de maio), e os outros 50% apostam em estabilidade. Ninguém fala em alta.
NORDESTE
Nos Estados do Nordeste foram registradas quedas no preço ao produtor. Os recuos em Pernambuco, Alagoas, Ceará e Bahia foram, respectivamente, de 4,98%, 4,07%, 2,06% e 1,35%.
Nestas regiões a produção de leite aumentou e as vendas não estão suficientes para absorver esse aumento. A alternativa é produzir mercadorias que podem ser armazenadas por um período mais longo, como leite longa vida, queijos ou leite em pó.
SÃO PAULO
Em São Paulo, o reajuste no preço do leite foi de 3,09%. Porém a grande maioria dos laticínios diz que, mesmo estando no período de queda na captação, não irão melhorar o preço ao produtor, pois o mercado de acabados ainda está frio.
a de 84% dos entrevistados acreditam em estabilidade nas cotações da produção de maio, que será
paga em meados de junho.
Próxima Notícia >>