Volatilidade... essa é a palavra que mais vem sendo falada no fim de 2008 e começo de 2009 no mercado de boi gordo. Os preços da carne no atacado, sobretudo o traseiro, tiveram altas espetaculares no final de 2008 puxando junto os preços do boi no mercado físico e também os preços no mercado futuro. Já neste começo de ano, o mercado futuro veio caindo sistematicamente, com o contrato de janeiro sendo negociado a R$79,25/@ na cotação mínima do pregão do dia 07/01.
Todas essas altas e baixas abruptas no mercado aumentam enormemente a volatilidade. Sem entrar em muitos detalhes matemáticos de como a volatilidade é calculada, observe no gráfico ao lado como tanto a volatilidade do Indicador Esalq à vista e a do contrato de jan-09 aumentaram bastante nas últimas semanas.
CURTO PRAZO
Nesses últimos dias, o destaque de venda no mercado foi a Pessoa Física, que liquidou (e, portanto, vendeu) 915 compras no dia 06/01 e 820 compras no dia 07/01, trazendo a posição líquida (compras menos vendas) desse participante de comprada em 3.631 contratos em 05/01 para comprada em 1.537 no dia 07/01, implicando, portanto, em uma venda líquida de 2.094 contratos em 2 dias.
Toda essa pressão de venda colocou o contrato de janeiro pelo ajuste do dia 07/01 a R$80,11/@, ou seja, precificando uma queda de R$5,49/@ ou 6,41% até o final do mês. Observe na tabela 1 o comportamento dos preços do Índice Esalq entre os dias 7 e 31 de janeiro desde 1995.

Se descontarmos o ano de 1999, que foi bastante atípico com uma alta de 10% entre 7 e 31 de janeiro, a média de variação foi -0,50%, com a maior queda de -3,89% em 2005. Considerando que estamos saindo de uma base de preços extremamente alta devido aos fortes aumentos que tivemos no final do ano, é natural esperar por uma queda de preços da @ entre dezembro e janeiro. Porém, tendo a história como base, é extremamente desfavorável apostar em uma queda até o final do mês maior que os 6,41% precificados no pregão do dia 7/01.
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