• Quinta-feira, 25 de junho de 2026
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É preciso aproveitar as oportunidades

É preciso aproveitar as oportunidades


Já diz o ditado: “seguro se faz quando você não precisa dele, porque quando você precisar, ele já tem que estar pronto”. O movimento da BM&F entre os dias 20 e 25 de junho foi emblemático para ilustrar como o uso das opções de venda na BM&F é de importância fundamental para aqueles que encaram a atividade pecuária de forma empresarial e não querem ficar ao sabor das incertezas do mercado. Exatamente há uma semana o contrato futuro de outubro na BM&F era negociado acima dos R$100,00/@. Dificilmente o mais pessimista dos pessimistas imaginaria que ele pudesse ser negociado a R$88,02/@ como ocorreu no “after market” do dia 25. É exatamente nesse cenário que o seguro de preços, ou opções de venda, mostra a sua verdadeira importância. Qual foi a reação de um pecuarista que tem seus bois já fechados no confinamento, com previsão de saída para outubro, ao ver o contrato para esse mês ser negociado a R$88,02/@??? Imagino que não deve ter sido das melhores... Já para o pecuarista que comprou uma opção de venda, esses movimentos exacerbados de mercado não devem ter tanto impacto, uma vez que ele pode exercer sua opção quando quiser, recebendo imediatamente toda a diferença entre o preço do mercado e o nível de sua opção. A mecânica e a importância do uso das opções já foram excessivamente discutidas nesse espaço e não convém batermos ainda mais nessa tecla. Para quem não acompanhou a movimentação do mercado, a opção de venda do contrato de outubro, de nível 95, vinha sendo negociada antes dessa grande queda entre R$1,00/@ e R$1,75/@. As novas posições em aberto depois do mercado do dia 25 são bem interessantes. No pregão daquele dia o participante “pessoa física” liquidou 6.342 lotes de sua posição comprada e aumentou 311 lotes na posição vendida (vendendo, no líquido, 6.653 lotes). Já “pessoa jurídica não financeira” aumentou 3.242 lotes na compra e liquidou 758 lotes na venda (comprando, no líquido, 4.000 lotes) e o “investidor institucional nacional” aumentou 2.147 lotes na compra e liquidou 663 lotes na venda (comprando, no líquido, 2.810 lotes). Podemos inferir com a movimentação do dia 25 que uma parcela importante da posição comprada acabou trocando de mãos e saiu de pessoa física indo para pessoa jurídica não financeira e inv. inst. nacional. Teoricamente esses maiores investidores são menos sensíveis a grandes movimentações de mercado do que as pessoas físicas, o que pode indicar que a temporada de “stops” tende a diminuir, reduzindo também, dessa forma, a volatilidade do mercado. Agora é acompanhar de perto o comportamento do físico para ver se ele realmente confirma essa queda já precificada pelo mercado futuro e (não querendo ser chato ou insistente) prestar muita atenção aos movimentos extremados do mercado futuro, pois eles sempre geram oportunidades, na alta e na queda! Forte abraço e até a semana que vem.
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