Segundo pesquisa realizada pela Scot Consultoria no início de maio, havia uma expectativa (intenção) de aumento em torno de 20% no número de bovinos confinados, no Brasil, em 2008.
Seriam colocadas no cocho algo próximo de 3,10 milhões de cabeças. No entanto, esse crescimento pode não se concretizar.
Muitos produtores já falam em confinar menos, em função da falta de boi magro. Mesmo que a programação (compra de concentrado e produção de volumosos) tenha sido para um número maior de cabeças.
A análise da posição vendida do participante “pessoa jurídica não-financeira” na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) também é um item que auxilia na indicação do volume de animais confinados. Nesta categoria estão incluídos os frigoríficos. Se o frigorífico estiver fazendo
hedge, ele deveria trabalhar comprado na BM&F, e não vendido.
O aumento das posições vendidas de “pessoa jurídica não-financeira” indica a evolução dos contratos de compra de boi a termo, negócio geralmente realizado com animais terminados em confinamento.
Comparado a 2007 o número de posições vendidas de “pessoa jurídica não-financeira” aumentou significativamente, conforme pode ser observado na figura 1.

Uma boa parcela desse volume pode ser creditada à especulação, já que a arroba está atingindo valores recordes na BM&F. Porém, alguns frigoríficos realmente estão anunciando um aumento no volume de contratos a termo este ano, na comparação com 2007.
A perspectiva é, realmente, de aumento no número de animais confinados (mesmo que comedido) e de contratos negociados a termo.
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