Diante de um mercado físico em São Paulo aparentemente sem força para buscar novos patamares de preço, mas também sem oferta suficiente para quedas significativas, os contratos futuros também operam sem uma tendência definida para o curto prazo.
Após a alta do outubro, que culminou com o fechamento de R$85,85/@ em 2/4/2008, o mercado veio oscilando bastante, subindo um dia e caindo no outro, mas sempre respeitando o limite inferior de R$82,00/@ e fazendo “picos” a preços mais baixos. Assim, após o fechamento de R$85,85 em 2/4, o mercado caiu já no dia seguinte para R$82,87, depois subiu para R$83,10, depois caiu para R$82,90; subiu para R$84,15, depois para R$85,10, aí caiu para R$83,50, subiu para R$84,00, caiu para R$82,85, subiu para R$83,20 depois para R$83,50 e na manhã de quinta-feira (dia 17, fechamento desta coluna) era negociado também em R$83,50. Todo esse sobe e desce do mercado acabou formando uma figura denominada pelos analistas gráficos como “triângulo descendente”, onde um piso é respeitado e o mercado faz altas cada vez menores, sem romper os limites do triângulo. Acompanhe a figura 1.

Na figura as linhas em azul escuro são os preços do outubro, a linha preta é a média móvel de 10 dias, a linha azul claro pontilhada é a média móvel de 30 dias e a linha em rosa é a média móvel de 60 dias. Repare como os limites do “triângulo” desenhados em vermelho vêm sendo respeitados.
Segundo a teoria grafista, se o “suporte” de preços em R$82,00/@ for violado, ou seja, se o mercado vier a cair abaixo da linha do triângulo, seria uma ação bastante importante e que desenharia uma tendência baixista para o contrato no curto prazo.
De qualquer forma, a análise gráfica é apenas mais um fator a ser considerado e com certeza não é determinante na decisão de venda ou não, principalmente em se tratando de produtores que estejam usando o mercado futuro como forma de hedge de preços.
Existe um ditado no mercado que diz “Se a análise fundamentalista diz que é para vender ou para comprar, a análise grafista apenas indica o melhor momento para fazê-lo”.
Um forte abraço e até a semana que vem.
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