Importações de origem russa recuaram 28,7% até julho de 2026, enquanto compras de fertilizantes chineses e canadenses avançaram fortemente desde 2018.
Rússia, China e Canadá, nessa ordem, seguem como os maiores fornecedores de fertilizantes para o Brasil em 2026, considerando os dados até julho (tabela 1).
Tabela 1.
Importação de fertilizantes, em milhões de toneladas, no acumulado até julho, entre 2018 e 2026.
Fonte: Secex | Elaboração: Farmnews
Entre os principais fornecedores de fertilizantes para o Brasil, a Rússia segue na liderança até julho de 2026, apesar da forte queda nas vendas em relação ao ano anterior.
A Rússia embarcou cerca de 4,9 milhões de toneladas de fertilizantes para o Brasil até julho de 2026, queda de 28,7% em relação ao mesmo período de 2025 e o menor volume para o período desde 2020.
Na comparação com 2018, a importação de fertilizantes de origem russa cresceu 49,5%. Entre janeiro e julho de 2018, o Brasil importou 3,3 milhões de toneladas, ante 4,9 milhões de toneladas no mesmo período de 2026.
O crescimento das importações de origem chinesa e canadense, contudo, foi muito mais expressivo no período. Com isso, a participação relativa da Rússia no fornecimento de fertilizantes ao Brasil vem diminuindo.
As importações de fertilizantes de origem chinesa também recuaram em 2026, com queda de quase 20,0% ante o mesmo período de 2025. Apesar da queda recente, as compras de origem chinesa cresceram mais de 400,0% desde 2018.
O movimento contrasta com o observado nas compras de origem canadense, que cresceram em 2026. No caso do Canadá, o avanço foi de quase 150,0% entre 2018 e 2026, considerando o acumulado até julho.
No total, as importações brasileiras de fertilizantes recuaram em julho de 2026 na comparação anual, e o volume acumulado no ano permanece abaixo do registrado no mesmo período de 2024 e 2025.
Em julho de 2026, o Brasil importou 4,1 milhões de toneladas de fertilizantes, volume 14,4% inferior ao registrado em julho de 2025, quando foi observado o maior patamar para o mês. Entre janeiro e julho, as importações brasileiras somaram 22,4 milhões de toneladas.
Também merece destaque o preço do enxofre, que tem sido um dos principais pontos de atenção no mercado de fertilizantes no primeiro semestre de 2026. A cotação alcançou patamares históricos, chegando a quase três vezes o valor observado em 2025.
Os dados mostram que, apesar de a Rússia continuar como principal fornecedora de fertilizantes para o Brasil, sua participação vem perdendo espaço diante do avanço das importações de origem chinesa e canadense.
O movimento reforça a diversificação das fontes de abastecimento, em um cenário marcado pela atenção aos preços internacionais e à disponibilidade de insumos, especialmente do enxofre, que permanece em patamares historicamente elevados.
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