Todo mundo acha que pagar seguro é um desperdício/despesa... até o dia em que precisa acionar o sinistro.
Foto: Freepik
Amigos, parafraseando o título do último artigo que escrevi (Boi gordo: no meio do caminho tinha uma pedra), no B&C1700, trago hoje um título e conteúdo similar, mas na visão contrária.
No mercado pecuário, como trouxe no artigo passado, o mercado futuro do boi gordo já vinha dando “sinais” de exaustão (ao menos por hora) do movimento de alta.
Já no mercado de milho, a tendência era diferente: queda!
Enquanto a arroba do boi gordo, segundo o indicador B3, do início da segunda quinzena de março para cá (22/4), subiu R$17,16/@ (+5,0%), vimos a saca de milho (Cepea) cair R$5,76/saca (-8,0%).
Veja, na figura 1, como os preços no mercado futuro vieram perdendo o ágio com o passar dos dias, até criar deságio e puxar ainda mais os preços do mercado físico para baixo.
Figura 1.
Preços da saca de milho.
Fonte: B3, Cepea / Elaboração: Raphael Galo
Agora, note que legal. No contrato futuro, ele fez um brusco movimento de “recuperação”. Seria o fim da tendência de baixa? Isso só o tempo dirá.
Assim como comentei que, no boi gordo, a análise técnica já vinha trazendo “sinais de reversão”, olhe na figura 2 como foi no milho:
Figura 2.
Contrato futuro do milho.
Fonte: B3, Cepea / Elaboração: Raphael Galo
Como já trouxe algumas vezes aqui, falando dos indicadores técnicos, quero reforçar que eles são muito bons para analisar cenários, mas, como qualquer indicador, também falham às vezes.
A combinação de análise de fundamentos com análise técnica e estatística tende a trazer melhores probabilidades de acertos. E isso, no longo prazo, faz uma baita diferença. Nada como estar no barco no sentido correto em que o vento está soprando.
Mas, se então, mesmo com altos índices de acerto desse tripé (fundamentos, análise técnica e estatística) para projetar cenários ainda pode falhar, qual a razão de usar? Imagino que tenha se perguntado aí do outro lado.
A resposta é simples: te aproximar dos melhores momentos para você adquirir as famosas proteções de preços.
Todo mundo acha que pagar seguro é um desperdício/despesa... até o dia em que precisar acionar o sinistro!
Se então esse radar bem assertivo te traz as melhores horas para fazer esse “seguro” e faz você economizar tempo e preço, já vale ao menos olhar com menos objeção.
Para os confinadores, os preços do milho (custo) caindo soam como música, afinal estamos com a relação de troca arrobas/saca de milho em 30,0%, 35,0% melhor do que a média dos últimos dez anos. Mas, se este cenário mudar, reduz a margem da engorda do confinador.
Portanto, o mercado em região de sobrecompra (sinais de topo), compra-se seguro de queda. E, em região de sobrevenda (sinais de fundo), compra-se seguro de alta.
Enfim, com o mercado de preços para cima ou para baixo, basta olhar o tripé para que a conjunção deles te auxilie a encontrar a sua luz no fim do túnel.
Forte abraço e até a próxima!
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