“Perder a mão” na comercialização em ciclo de alta pecuário pode custar caro (ou várias arrobas – como preferir).
Foto por: Scot Consultoria
Amigos, espero que tenham aproveitado o Carnaval comendo um belo churrasco! É bom para a saúde, bom para o lazer familiar e para os amigos, e bom para o segmento pecuário.
Que os preços do boi gordo estão firmes (e fortes) nem preciso comentar, né? Basta olhar a figura de preços dos últimos 30 dias para se impressionar com tamanho entusiasmo.
Figura 1.
Preços da arroba do boi gordo no mercado físico. 
Fonte: B3 / Elaboração: Raphael Galo.
Mas, agora adentramos a segunda quinzena do mês, quando sazonalmente temos um menor consumo de carne bovina em comparação à primeira. Será que esse carro alegórico dos preços continua na folia ou volta para os barracões?
Fui estudar o comportamento dos preços dos últimos anos para tentar trazer algo aqui que ao menos nos aponte uma direção (ou uma resposta) para a questão.
Não quero trazer todo o estudo aqui para não estender muito, mas resumindo, temos os seguintes pontos:
• Nos anos em que estávamos em ciclo pecuário de alta, os preços médios da segunda quinzena foram maiores do que os preços médios da primeira quinzena.
• Nos anos em que estávamos em ciclo pecuário de baixa, os preços médios da segunda quinzena foram menores do que os preços médios da primeira quinzena.
Até o momento em que escrevo (18/2), apesar da pequena amostra de um dia útil da segunda quinzena, os preços aparentam continuar em alta (ou estabilidade). O contrato futuro de fevereiro, nesta mesma data, se encerrou a R$345,50/@, e o indicador B3 spot, a R$343,60/@.
Com isso, acredito que ainda podemos continuar tendo firmeza de preços durante a segunda quinzena de fevereiro. O contrato futuro atualmente é ainda mais otimista e projeta uma alta de 0,6% em sete dias úteis.
Eu, particularmente, já acredito que estamos dentro do ciclo pecuário de alta, no início dele, mas dentro (lembrando que essa é minha humilde opinião pessoal e, portanto, não servindo para nada ok? Porque, como óbvio, posso estar errado).
Ah, e não é porque talvez estejamos em ciclo de alta pecuário (minha opinião) que não teremos quedas de preços pontuais e a presença da imortal volatilidade de preços.
Mesmo otimista, com estatísticas apontando para continuar otimista (ao menos no curtíssimo prazo), eu não posso deixar de encerrar este texto com a mesma mensagem que sempre repito e trago: proteja sua margem! Garanta seu lucro!
Agora, mais do que nunca, isso (recado) se faz importante! Com o atual ágio da reposição (que já anda firme desde o ano passado), a margem para erros fica cada vez mais estreita! “Perder a mão” na comercialização em ciclo de alta pecuário pode custar caro (ou várias arrobas – como preferir).
Forte abraço e até a próxima!
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