• Sexta-feira, 10 de julho de 2026
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Sebo vale 22% mais do que o couro

Sebo vale 22% mais do que o couro


O mercado do couro verde segue andando de lado. A última alteração, para o couro de primeira linha (Brasil Central), foi registrada em 29 de novembro do ano passado, um reajuste de R$0,10/kg, depois de uma tentativa frustrada de baixa. A estabilidade dos preços se deve a um esforço hercúleo dos curtumes. É fato que a lentidão dos abates cria um ambiente favorável à valorização dos derivados bovinos, em função da redução das ofertas. Porém, no caso do couro, as indústrias têm que lidar com a frouxidão cambial (e o impacto é grande, já que 80% da produção nacional é exportada) e com alguns problemas que vêm de fora. Os Estados Unidos, por exemplo, que compram produtos de maior valor agregado, está em crise. Um dos setores mais afetados é justamente o moveleiro, que compra couro acabado do Brasil. A China até que continua comprando bem. Mas as indústrias de exportação, que atendiam principalmente os EUA, diminuíram o ritmo. Os negócios têm sido puxados pelo mercado interno, que demanda produtos de menor valor agregado e classificação baixa. Diante desse cenário, os curtumes argumentam que a cotação do couro verde teria que recuar entre R$0,10/kg e R$0,20/kg. Algo pouco provável mediante o atual quadro de ofertas. A tendência, portanto, ainda é de preços estáveis. SEBO SEGUE EM ALTA A cotação do sebo bovino, no Brasil Central, voltou a subir. Dessa vez, “apenas” R$0,03/kg, sendo que foram registrados negócios em até R$2,30/kg. Há semanas os compradores argumentam que a alta chegou ao limite. Mas o sebo “teima” em subir um pouco mais. O fato é que há pouca oferta, sendo que a demanda, por parte dos setores de higiene e limpeza e biodiesel, permanece aquecida. Nos últimos 30 dias a cotação do sebo bovino, no Brasil Central, registrou alta de 7%. Em relação a meados de abril de 2007 tem-se um aumento de 120%. Naquela época, o sebo era negociado a R$1,00/kg, 57% abaixo da cotação do couro verde de primeira linha (R$2,30/kg). Hoje, o sebo vale 22% mais do que o couro verde. Veja a figura 1.
E o mercado do sebo tende a se manter firme.
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