• Sexta-feira, 10 de julho de 2026
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Sebo segue em alta

Sebo segue em alta


As cotações do couro verde seguem estáveis. Há pouca oferta, em função do volume dos abates, mas a demanda está morna e o câmbio não ajuda nem um pouco. No fechamento desta análise ainda não existiam informações sobre o desempenho da APFL MM&T. Feira do setor de couro, materiais e acessórios, realizada em Hong Kong, uma referência do setor.Os curtumes esperam por um bom volume de negócios durante o evento. Com relação ao mercado, a tendência é que as cotações do couro verde sigam estáveis. A não ser que ocorra um súbito e inesperado aumento de oferta. As tentativas de redução de preços, mediante o atual quadro de ofertas, não vingaram. SEBO SEGUE EM ALTA O mercado de sebo bovino trabalha em ambiente bastante firme. No Brasil Central foi registrado aumento de R$0,02/kg. Parece pouco, mas chegaram a ser registrados negócios na base de R$2,25/kg. Na verdade, negócios diferenciados vêm ocorrendo há pelo menos três semanas. Os compradores se esforçam para não deixar as cotações do sebo bovino subirem mais. Tem até quem apregoe baixa. Mas a realidade é que a oferta está extremamente reduzida, sendo que o período (ao menos no calendário) é de safra. Em relação ao início de abril de 2007, as cotações do sebo bovino estão 117% mais altas no Brasil Central e 139% mais altas no Rio Grande do Sul. GLICERINA PODE VIRAR ENERGIA Assim como ocorre com a cana-de-açúcar, que gera, além do álcool, energia do bagaço e da palha, plantas oleaginosas e gorduras (como o sebo), usadas como matéria-prima na produção de biodiesel, vão fornecer também eletricidade. Para cada litro de biodiesel produzido, 30% é glicerina. Parte dessa glicerina é utilizada pela indústria cosmética e outra parte é descartada (as indústrias não conseguem absorver toda a oferta). A partir de julho deste ano, quando entrará em vigor o uso obrigatório de 3% de biodiesel misturado ao diesel (B3), a oferta de glicerina vai aumentar ainda mais, podendo chegar a 390 milhões de litros anuais. Por conta disso, pesquisadores estudam utilidades para a glicerina, tais como: aditivo para gasolina, fabricação de plástico, complementação de rações animais e, agora, geração de energia elétrica. Segundo a professora Maria de Los Angeles Palha, do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o resíduo pode virar biogás. A professora identificou microrganismos que se alimentam da glicerina, transformando a substância em gás (metano), que pode ser queimado assim como o gás natural de cozinha. Segundo ela, as bactérias são extraídas do esterco bovino e a transformação da glicerina é feita num biodigestor.
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