Preços estáveis para o couro verde. Nas últimas semanas chegaram a ocorrer algumas tentativas de baixa, por conta da valorização do real. Mas a oferta, reduzida, não tem colaborado com os curtumes.
Aliás, é por isso que o sebo está em alta. Há pouca mercadoria disponível no mercado. Até no Rio Grande do Sul já tem negócio na faixa dos R$2,10/kg.
EXPORTAÇÕES DE COURO
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Brasil exportou 402,38 mil toneladas de couro em 2007, com faturamento de US$2,19 bilhões. Em relação a 2006, quando foram embarcadas 419,37 mil toneladas, com receita de US$1,88 bilhão, houve retração de 4,1% em volume e aumento de 16,5% em faturamento.
A retração, em termos de volume, se deve a um significativo ajuste produtivo (veja mais na página 9) e à valorização do real.
Já a receita aumentou graças aos reajustes de preço (reflexo da demanda aquecida e do repasse das perdas cambiais) e à venda de produtos de maior valor agregado. Aliás, essa é uma tendência. A maior parte dos agentes do setor afirma que a comercialização de
wet blue tem se mostrado inviável.
Em janeiro deste ano o Brasil exportou 30,34 mil toneladas de couro, a US$183,49 milhões. Em relação ao mesmo período de 2007 houve retração de 13,7% em volume, com aumento de 3,9% em faturamento.
Em termos de volume, a tendência, para as exportações brasileiras de couro, é mesmo de baixa, seguindo a toada dos últimos meses. Veja a figura 1.

Já o desempenho, em termos de receita, dependerá do tamanho do ajuste do volume exportado, da capacidade dos curtumes brasileiros em repassar os aumentos de custo e as perdas cambiais e da evolução dos negócios com produtos de maior valor agregado (couros
crust e acabado).
De toda forma, dados preliminares do MDIC apontam que, em fevereiro, as exportações de couro geraram US$176 milhões, ou seja, aproximadamente 1,3% mais do que no mesmo período de 2007.
<< Notícia Anterior
Próxima Notícia >>