A reduzida oferta de gado terminado observada atualmente, que resulta em frigoríficos trabalhando abaixo da capacidade instalada e pulando dias de abate, não foi suficiente para sustentar os preços do couro verde.
O couro de primeira linha recuou R$0,10/kg no Brasil Central, para R$1,70/kg. Este é o preço mais baixo do couro de 1ª linha desde março. O couro catado, ou comum, permaneceu estável, porém com possibilidade de queda para a próxima semana.
Como cerca de 80% do couro brasileiro é exportado, os preços no mercado interno sofrem influência direta do dólar.
Em novembro o câmbio valorizou-se 0,7%, reajuste aquém do esperado. Essa leve alta foi insuficiente para animar o setor, mas o fato de não ter apresentado novas quedas foi visto de maneira positiva.
Desde janeiro, entretanto, a cotação do dólar acumula queda de 18,1%. E a expectativa do mercado para 2008 é de dólar na casa dos R$1,60/US$1,00, indicando que as indústrias exportadoras vão precisar cortar custos para não perder margens.
SEBO
O mercado do sebo tem se mostrado mais firme que o do couro. A demanda do setor de biodiesel e a chegada do verão impulsionam as vendas de produtos de higiene e
facilitam o escoamento do sebo.
A junção desses fatores criou uma situação inusitada: preço do couro de 1ª linha = preço do sebo. Diante dessa situação, sai ganhando o curtume.

Com o preço do couro deixando de ser mais atraente que o sebo, cada matéria- prima terá seu destino ”correto”. Por exemplo, as partes que não são aproveitadas pelo curtume, como o vergalho, a vulva e o excesso de gordura no couro, devem ser destinadas à produção de sebo e deixar de fazer parte do couro.
Neste momento, além dos curtumes, as indústrias que têm graxarias serão beneficiadas.
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