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Nem a oferta reduzida segura os preços

Nem a oferta reduzida segura os preços


As cotações do couro verde voltaram a recuar, tanto no Brasil Central como no Rio Grande do Sul. Normalmente, para qualquer produto, quando a oferta diminui os preços sobem. Mas com o couro tem acontecido o contrário. Há pouca matéria-prima no mercado. Tanto é que as cotações do boi gordo estão em alta, reflexo direto da dificuldade dos frigoríficos preencherem as escalas de abate. E se tem pouco boi, tem pouco couro. Mas na ponta vendedora, os curtumes alegam que não estão conseguindo repassar o aumento de custo advindo da valorização do real. Além do mais, ainda de acordo com as indústrias, o setor está trabalhando no vermelho há algum tempo. Portanto, não tem jeito, a não ser derrubar os preços da matéria-prima e suportar o “stress” da negociação com os frigoríficos, em período de alta do boi gordo. De fato, o preço médio do couro exportado está patinando, como pode ser observado na tabela a seguir. A fonte é o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Já o câmbio, nos últimos dois meses, despencou pouco mais de 10%. Se não há repasse, a cotação doméstica do couro verde tende mesmo a acompanhar o comportamento do câmbio, como ilustra a figura 1.
Detalhe: no Brasil Central, a diferença entre o preço do sebo e do couro verde catado atualmente é de apenas R$0,05/kg.
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