O câmbio encostou em R$1,75 por US$1,00. Ao mesmo tempo, a demanda por couro bovino não se encontra muito aquecida, com forte resistência dos importadores a novos aumentos de preço.
É preciso levar em consideração que, de acordo com os curtumes, já faz um bom tempo que os custos de produção estão descobertos, principalmente para quem trabalha com wet blue.
Esse cenário alimenta pressões baixistas, apesar das ofertas extremamente reduzidas de matéria-prima. Em outras palavras, não tem couro em lugar nenhum, mas ainda assim os curtumes estão forçando baixa.
Já tem indústria no Brasil Central com preço de compra em R$1,90/kg, para o couro de primeira linha. As bonificações e contratos diferenciados podem levar o preço a R$2,10/kg. Mas como referência tem-se, hoje, algo entre R$1,90/kg e R$2,00/kg. E tem quem aposte em novos recuos para a semana que vem.
Imagine se a oferta aumentar.
JÁ O SEBO...
Na outra ponta, o mercado do sebo bovino está firme. A oferta, assim como a de couro, encontra-se extremamente reduzida. A diferença é que há boa demanda pela gordura do boi, graças ao bom desempenho, em vendas, do setor de higiene e limpeza (contando também com uma “forcinha” do biodiesel).
No Brasil Central o preço referência do sebo subiu mais um degrau, alcançando R$1,35/kg. Vale destacar que continuam sendo registrados negócios a R$1,40/kg.
Interessante notar que, graças às divergências em termos de demanda, os preços do couro verde e do sebo, ao longo das últimas semanas, têm seguido caminhos opostos, como ilustra a figura 1.

Somente no decorrer de outubro o preço do sebo aumentou 42%, já o do couro de primeira linha caiu 9%. Detalhe: a cotação do sebo já encostou mais um pouco no preço do couro catado.
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