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Sebo em escalada de alta

Sebo em escalada de alta


As cotações do couro verde mantiveram-se estáveis ao logo da última semana. Vale destacar apenas que para o couro catado, no Brasil Central, existem negócios na faixa de R$60,00/pele, o que leva a uma variação de mais ou menos R$1,45 a R$1,85/kg. Dessa forma, optamos por manter o preço referência em R$1,50/kg. O câmbio chegou a cair abaixo de R$1,80 por US$1,00, o que mexeu com os ânimos do setor. De toda forma, as ofertas extremamente reduzidas impediram a imposição de recuos para as cotações da matéria-prima. Os abates quase não evoluem, estão travados. A torcida agora é pela continuidade das chuvas, para que o final de ano não seja tão ruim de oferta como apontam as previsões. Hoje está difícil, inclusive, de se conseguir couro salgado, por causa da seca severa que castiga o Nordeste e da chegada de novos curtumes ao Pará. Uma observação conjuntural: os curtumes apontam que os atuais patamares de preço do couro exportado, de preço da matéria-prima, de custos de produção e de câmbio têm praticamente inviabilizado os negócios com wet blue. O mercado, portanto, está obrigando os curtumes a migrarem para o couro crust e/ou para o acabado. Quem não tiver estrutura, recursos e planejamento para tanto, poderá ser expulso do mercado. Vamos ver. Voltando ao mercado do couro verde, a tendência para os próximos dias ainda é de preços estáveis, a não ser que algum fator leve à desova do gado que ainda está em confinamento, promovendo um aumento da oferta de matéria-prima. Nesse caso, os curtumes aproveitariam para derrubar os preços do couro verde e repor margens. SEBO VOLTA A SUBIR As cotações do sebo bovino alcançaram R$1,30/kg no Brasil Central e no Rio Grande do Sul. Vale destacar que, em São Paulo e praças vizinhas, já tem muito negócio entre R$1,35/kg e R$1,40/kg. Como comentamos na semana passada (edição 735), há pouco produto disponível no mercado, sendo que a demanda – tanto por parte do setor de higiene e limpeza, quanto pelas indústrias de biodiesel – está aquecida. Acompanhe, na figura 1, a evolução dos preços do sebo ao longo de 2007.
Em relação ao início do ano, as cotações reagiram 44% no Brasil Central e 73% no Rio Grande do Sul.
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