O Brasil, além de maior exportador de carne bovina, é também o maior no setor de couros. Apesar dessa semelhança, para o couro a participação das exportações é mais significativa: enquanto cerca de 25% da carne produzida no País tem o mercado externo como destino, para o couro essa representatividade é de aproximadamente, 80%.
Dessa forma, oscilações no câmbio interferem de maneira significativa no faturamento do setor coureiro. No último ano, de agosto de 2006 a agosto de 2007, o dólar caiu 8,9% frente ao real.
Como conseqüência, apesar do faturamento com as exportações ter aumentado 8,7% no mesmo período, de US$173,2 milhões para US$188,4 milhões, quando convertido para reais houve queda de 0,9% na receita dos embarques.
FATURAMENTO X VOLUME
Historicamente, as exportações de couro bovino do Brasil apresentaram tendência de alta, sobretudo na receita. Veja a figura 1.

A melhora no faturamento é resultado de um crescimento médio anual de 13,0% no volume exportado de 2000 a 2006, aliado à valorização de 3,1% ao ano para o preço médio do couro.
As receitas, no mesmo período, apresentaram alta anual média de 16,6%.
TIPOS DE COURO
Apesar de ser o maior exportador mundial de couro bovino, o Brasil exporta, principalmente, couro
wet blue (primeiro estágio de curtimento). É interessante destacar, entretanto, que a exportação de couro acabado, nos últimos anos, variou acima da observada para o
wet blue.
Entre 2002 e 2006, as exportações de couro
wet blue cresceram 111,0% em volume, enquanto que as de couro
acabado subiram 225,0%. Para o couro semi-acabado a variação foi semelhante à observada para o
wet blue, de 108,5%.
CONCLUSÃO
O aumento das exportações de couro bovino é positivo. Porém, ainda mais positivo é o avanço da exportação dos couros acabados, onde há agregação de valor ao produto em território nacional, gerando divisas à indústria brasileira.
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