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Scot Consultoria

Competitividade do sebo para produção de biodiesel

Competitividade do sebo para produção de biodiesel


  • Mais uma semana de preços estáveis para o couro verde.
  • O dólar não sai do lugar, as exportações mantêm o ritmo, não foram registradas muitas novidades na Couromoda e a oferta de matéria-prima está abaixo dos patamares esperados para esse período. Esse cenário favorece a manutenção dos preços do produto.
  • No Rio Grande do Sul, o mercado vem andando de lado desde 12 de julho de 2006. E, no fechamento desta coluna (em 24 de janeiro), os curtumes apontavam que, no mínimo ao longo dos próximos 7 dias, os preços ainda não iriam mudar.
  • Caso essa expectativa se confirme, será registrado o maior período de estabilidade para as cotações do couro verde, no extremo Sul do País, desde o início dos levantamentos da Scot Consultoria, em 2002. Até então, o “recorde” era o intervalo de tempo entre 7 de julho de 2005 e 24 de janeiro de 2006.
  • Já em São Paulo e Goiás, os preços não mudam desde 10 de outubro de 2006. Também é muito tempo sem alteração, mas longe ainda de alcançar a estabilidade registrada entre 29 de junho e 8 de novembro de 2005.
  • E para a próxima semana, nas três praças pesquisadas, a expectativa ainda é de preços estáveis. COMPETITIVIDADE DO SEBO PARA PRODUÇÃO DE BIODIESEL
  • O mercado de biocombustíveis mantém aquecida a demanda por óleos vegetais e, também, por gorduras de origem animal - sebo.
  • Este é um dos fatores que levou o sebo bovino, no Brasil Central, a uma valorização de 61,4%, em termos nominais, e de 56,6%, em termos reais (considerando-se a inflação - IGP-DI), ao longo de 2006.
  • O Brasil é um grande produtor de sebo. A capacidade, somente através do abate de bovinos, é de disponibilizar no mercado mais de 500 mil toneladas ao ano.
  • Na concorrência com óleos vegetais para produção de biodiesel, o sebo perde de longe, em termos de produção, para o óleo de soja, cuja oferta é de cerca de 5,30 milhões de toneladas. Mas a grande maioria dos óleos vegetais fica atrás do sebo.
  • A produção de óleo de palma, por exemplo, chega a apenas 100 mil toneladas. A produção de óleo de girassol, caso houvesse esmagamento de toda semente colhida, poderia alcançar módicas 42,8 mil toneladas.
  • Mas a grande vantagem do sebo, que é comercializado hoje a R$0,90/kg em São Paulo, é mesmo o preço. De acordo com informações da revista Biodiesel Online, o quilo de óleo de girassol vem sendo negociado, também em São Paulo, a R$1,85. O óleo de caroço de algodão vale R$1,87. O de mamona é negociado a R$2,95 e, o de soja, entre R$1,45 e R$1,65.
  • Estudos de José Carlos F. Passarelli, coordenador da divisão de Desenvolvimento de Processos e Tecnologia para Agroindústria da Scot Consultoria, apontam que, grosso modo, o custo total de produção de biodiesel é a soma do custo de aquisição da matéria-prima (óleos vegetais ou sebo) com R$0,20/kg de custo operacional.
  • Portanto, com o preço do diesel ao redor de R$1,75/litro, o biodiesel fica inviável se a matéria-prima custar mais de R$1,30/l ou R$1,55/kg.
  • Veja que, dentre as que foram citadas, somente o sebo ostenta uma competitividade elevada.
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