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Demanda baixa resulta em forte queda de preço do couro verde.
Com as pastagens perdendo “força”, há maior concentração de vendas do boi gordo, o que caracteriza a desova de final de safra, consequentemente, os pecuaristas saem às compras para repor o rebanho.
Em curto prazo, mesmo diante da pressão de baixa no mercado do boi gordo, em função do fraco consumo de carne bovina no mercado doméstico, o que tem esfriado o mercado de reposição, a oferta restrita
A demanda no mercado interno está lenta e esse cenário deve se agravar ainda mais em função da entrada da segunda quinzena do mês, no qual a população fica menos capitalizada.
Tomando o início do ano como referência, considerando a média de todas as categorias de animais para reposição pesquisadas pela Scot Consultoria, a valorização foi de 5,5%. Já o boi gordo neste mesmo
Nas granjas paulistas, a caixa com trinta dúzias de ovos ficou cotada, em média, em R$109,50. No atacado, a caixa está sendo negociada, em média, em R$114,00.
As incertezas com relação à demanda deixam os compradores apáticos e com uma preocupação maior de não acumular estoques. Soma-se a isso, o fato de estarmos na segunda quinzena do mês, no qual as venda
Em janeiro/20, com a venda de um boi gordo de 18@ compravam-se 2,04 bezerros de ano, atualmente compram-se 2,02. Piora de 1,4% no poder de compra.
Receosos quanto ao cenário do boi gordo, recriadores/invernistas não estão negociando animais para reposição e as referências seguem praticamente sem alterações.
Os preços vigentes são os maiores já registrados na série, desde setembro de 2010, em valores nominais.
Nas granjas de São Paulo, a ave terminada teve queda de R$0,10 por quilo, ou 3,3%, nos últimos sete dias, estando cotada, em média, em R$2,90 por quilo.
Os preços vigentes são os menores registrados este ano, tanto na granja como no atacado. A redução nas cotações desde o início do ano foi de 27,5% e 33,7% na granja e no atacado, respectivamente.
Em janeiro/20, com a venda de um boi gordo de 18@ comprava-se 2,20 bezerros desmamados, atualmente compra-se 1,90, queda no poder de compra do pecuarista de 13,4%.
Com as pastagens ainda verdes e com a possibilidade de ainda poderem reter a boiada no pasto, os recriadores optam em aguardar um cenário mais claro para então voltar aos negócios.
As incertezas com relação à demanda, em função da quarentena, no qual existe uma queda na renda da população, aulas escolares suspensas e fechamentos de estabelecimentos (food service), deixam o ambie
O começo do mês ainda gera dúvidas com relação a melhora na demanda, em função do cenário conturbado no qual estamos passando.
Na última semana, a valorização nas granjas de São Paulo foi de 2,8%, com a caixa com trinta dúzias de ovos sendo negociada, em média, em R$109,50.
A oferta restrita de animais na maior parte do estado tem resultado em valorizações contínuas nas categorias de reposição.
A demanda está firme, com o consumidor se abastecendo em razão do coronavírus.
O momento demanda cuidado e o monitoramento do mercado, que já era contínuo, precisa ser acompanhado cada vez mais de perto.
Entrevista com o Head de Agro, Alimentos e Bebidas na XP Investimentos, Leonardo Alencar
Tempo&Dinheiro
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