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Ao longo da quarta semana de outubro, o mercado do boi gordo se manteve firme, fundamentado por uma oferta ajustada e um escoamento de carne, que apesar de perder fôlego em relação à primeira quinzena, é considerado bom para o atual período do mês e, se comparado com o desempenho de setembro, está bem melhor.
As escalas de abate estão fluindo bem, mas a oferta de bovinos já está menor em relação às semanas passadas. O escoamento de carne bovina também está bom.
As escalas de abate dos frigoríficos estarão confortáveis até o final do mês, porém, com ofertas mais ajustadas para período, predominantemente, advindos de confinamentos.
Uma parte da ponta compradora está fora do mercado e aguarda os resultados das vendas do fim de semana para definir as ofertas de compras.
Em São Paulo, a cotação de sete, das oito categorias de bovinos anelorados, subiu em comparação com a semana anterior.
A semana começa com parte dos frigoríficos fora das compras, e os que abriram as compras têm oferecido mais pelas fêmeas.
O mercado ainda vem mostrando ágio na curva, o que não impossibilita que o movimento de alta possa ser retomado.
A primeira quinzena de outubro foi marcada por uma recuperação nos preços da arroba do boi gordo e nas categorias de reposição.
O mercado do boi gordo se manteve firme na terceira semana de outubro, sem variações nas cotações do boi comum e da vaca. A cotação da novilha, porém, apresentou valorização de R$3,00/@.
Em parte do estado há boa oferta de boiadas, provenientes principalmente de confinamentos. As escalas de abate estão confortáveis, porém, esta oferta já se mostra mais ajustada.
A cotação do boi gordo está estável na comparação diária. A oferta boa, com boiadas provenientes principalmente dos confinamentos, tem permitido escalas de abate confortáveis, em média de nove dias. Esse equilíbrio entre oferta e procura justifica a estabilidade dos preços. Com relação ao escoamento da carne, o desempenho melhorou.
Uma parte da ponta compradora encontra-se fora do mercado, ainda aguardando os resultados das vendas de carne no fim de semana para definirem preços. A parte ativa está com ofertas de compra que permanecem dentro das referências.
Sobem as cotações de todas as categorias de fêmeas aneloradas em São Paulo.
Após as altas da semana anterior, a segunda-feira começou sem alteração nas cotações. Os frigoríficos aguardam uma melhor posição do mercado para negociar, e aqueles que tentam comprar abaixo da referência encontram dificuldade em fechar negócio.
Apesar da queda semanal nas cotações, na média mensal, os preços em outubro (até 10/10) estão superiores para a maioria das categorias em relação aos registrados em setembro.
A oferta de bovinos para abate ainda supre a demanda dos frigoríficos, mas com menor folga em relação aos dias anteriores, com a ponta vendedora mais retraída.
“Só temos uma coisa que controlamos e que gera resultado (bons ou ruins), mas que muda tudo: a ação.”
Na última semana, as escalas de abate das indústrias paulistas começaram a encurtar.
Após alta para os preços do boi ontem, hoje o mercado esteve estável, assim como para a cotação da novilha gorda. Já para a cotação da vaca gorda, houve alta de R$2,00/@.
O escoamento da carne ainda não está dentro do esperado, mas a chegada do quinto dia útil do mês pode impulsionar as vendas. Além disso, parte das indústrias tem ofertado mais pela arroba para conseguir completar suas escalas de abate.
Com a demanda aquecida e a oferta restrita, os preços da reposição em São Paulo seguem firmes, e a expectativa de recuperação das pastagens pode fortalecer mais o poder de barganha do vendedor neste trimestre.
O cenário é de redução nas ofertas, que antes eram abundantes, embora alguns frigoríficos ainda contem com boa disponibilidade de bovinos de confinamento.
A menor oferta de gado para reposição sustentou a cotação de todas as categorias na comparação feita semana a semana.
O mercado está dividido em dois cenários. As indústrias frigoríficas voltadas ao mercado externo trabalham com escalas mais alongadas. Algumas delas optaram por ficar fora das compras nesta manhã, enquanto as que atuaram mantiveram os preços nos mesmos patamares de ontem, mesmo com a menor oferta de bovinos hoje e ao longo da semana.
“Entramos no mês de outubro com a nossa bússola de preços (mercado futuro) apontando que o mercado espera, para o mês, uma alta de 0,4% nos preços.”
O cenário ainda é de mercado bem ofertado em grande parte do estado, com presença significativa de bovinos de confinamento nas escalas de abate dos frigoríficos e com escoamento de carne bovina ainda moroso. Em parte das praças monitoradas, porém, já há indícios de menor folga na oferta e de pecuaristas mais retraídos nas vendas, o que vem incentivando melhores pagamentos pela arroba bovina.
A cotação não mudou na comparação feita dia a dia. A oferta boa de boiadas permite a escala de abate tranquila.
No comparativo anual, entre a média de setembro de 2025 e a de 2024, a arroba do boi gordo acumula alta de 22,5%. Já a do boi magro valorizou 33,8% e a do bezerro de desmama, 33,1%, no mesmo intervalo.
Com as escalas tranquilas e com o fraco escoamento de carne, alguns frigoríficos ficaram fora dos negócios nesta terça-feira. Os que abriram as compras aproveitaram a boa oferta e negociaram abaixo das referências do dia anterior, com exceção da vaca, cuja cotação não mudou.
O mercado abriu esta segunda-feira com poucos negócios. Algumas indústrias ainda estão decidindo como serão as ofertas de compra com base nas vendas do fim de semana, enquanto outras estão fora do mercado.
Entrevista com o Head de Agro, Alimentos e Bebidas na XP Investimentos, Leonardo Alencar
Tempo&Dinheiro
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