Compradores buscaram preços menores, mas encontraram pouca disposição de venda no início da semana.
Foto: Bela Magrela
A semana começou com preços sem mudanças. Parte da indústria frigorífica estava fora das compras e aquelas que estavam ativas, trabalhavam com as mesmas referências da sexta-feira passada (3/7). Havia compradores ofertando preços menores. Contudo, apesar da pressão, negócios em patamares inferiores não são fechados.
A expectativa era de uma postura firme da ponta vendedora. Compradores relatavam que nenhuma oferta de venda foi feita pela manhã.
As escalas de abate atendiam, em média, a sete dias.
Em junho, o volume exportado foi de 279,7 mil toneladas, com média diária de 13,3 mil toneladas, alta de 16,0% em relação ao volume embarcado no mesmo período de 2025.
O preço médio da tonelada ficou em US$6,5 mil, avanço de 20,0% na comparação ano a ano. O faturamento somou US$1,8 bilhão, consolidando-se como o maior faturamento de toda série histórica, com crescimento de 39,2% frente a junho do ano passado e de 3,0% em comparação com outubro do ano passado, que era, até então, o melhor mês da série histórica.
O volume embarcado, em consequência, foi recorde para o mês, sendo o melhor mês de junho da história, além do maior volume exportado em 2026. Em relação ao preço médio pago por tonelada, trata-se do terceiro maior da série histórica e do maior desde julho de 2022.
Mesmo com a virada do mês, o mercado esteve fraco e com queda no preço das carcaças. O atacado acompanhou o ritmo lento do varejo, com poucos pedidos de distribuição e com sobras no estoque. Com o recebimento do salário, a expectativa era de que a demanda aumente e o mercado melhore.
A cotação da carcaça casada do boi capão caiu 0,2%, ou R$0,05/kg. A do boi inteiro caiu de 0,9%, ou R$0,20/kg.
A cotação da carcaça casada da vaca caiu 0,7%, ou R$0,15/kg. A da novilha caiu 0,7%, ou R$0,15/kg.
No mercado de proteínas alternativas, a cotação do frango médio* caiu 0,5%, ou R$0,03/kg. Já a do suíno especial** subiu 1,1%, ou R$0,10/kg.
*Ave que leva em consideração o peso médio da linhagem para um lote misto, com rendimento de carcaça estimado em 74,0%.
**Animal abatido, sem vísceras, patas, rabo e gargantilha.
Análise originalmente publicada no informativo pecuário diário Tem Boi na Linha de 6/7/2025.
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