O mercado abriu com alta para as fêmeas, enquanto o boi gordo ficou estável.
Foto: Bela Magrela
Após as altas ocorridas ontem (11/6) para o boi gordo, hoje o mercado abriu com a cotação das fêmeas subindo: R$2,00/@ da vaca e R$3,00/@ da novilha. Para os machos, estabilidade.
O mercado foi fundamentado por vendedores negociando lotes de maneira compassada e por uma demanda firme, mas sem exageros.
Do lado da ponta compradora, houve distinção entre as estratégias. Alguns frigoríficos sentiram necessidade de alongar as escalas de abate, outros preferiram maneirar o abastecimento, comprando, mas sem exagerar no volume. Essa prudência esteve relacionada ao consumo, já que o varejo ainda absorvia as mercadorias adquiridas recentemente e a proximidade da segunda quinzena do mês costuma trazer um ritmo mais lento para o consumo de carne bovina.
Muito se esperou do final de semana. O primeiro jogo do Brasil trouxe a expectativa de bom desempenho nas vendas de carne, contudo, se elas ficassem abaixo do esperado, isso poderia acabar limitando pedidos para recompor estoques e ditando o comportamento do mercado na semana seguinte, com um arrefecimento da demanda.
As escalas de abate estavam, em média, para sete dias.
A oferta esteve restrita. Não se trata de um quadro de escassez, mas contribuiu para a firmeza das cotações. Na comparação feita dia a dia, duas das três praças pecuárias registraram alta nas cotações. Do lado da demanda, houve a necessidade de compras para manter as escalas, mas o abastecimento também aconteceu de forma controlada.
Na região de Dourados, não houve alterações
Na região de Campo Grande, a cotação do boi gordo e da vaca não mudou. Para a novilha, alta de R$2,00/@.
Na região de Três Lagoas, o boi gordo subiu R$2,00/@. A vaca e a novilha ficaram estáveis.
Análise originalmente publicada no informativo pecuário diário Tem Boi na Linha de 12/6/2026.
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