Oferta confortável e demanda lenta pressionaram o mercado.
Fonte: Scot Consultoria
O mercado abriu com queda de R$3,00/@ para o boi gordo, o “boi China” e a novilha. A cotação da vaca não mudou em relação a ontem (19/5). A oferta estava confortável, enquanto a demanda por carne bovina seguia lenta, pressionando as cotações. Nesse cenário, os compradores aproveitaram para testar preços abaixo da referência.
As escalas de abate ficaram, em média, em dez dias.
No primeiro trimestre de 2026, o abate de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária foi de 10,29 milhões de cabeças. O volume representou alta de 3,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025, mas queda de 6,8% frente ao quarto trimestre de 2025.
A produção de carcaças foi de 2,63 milhões de toneladas, aumento de 5,1% na comparação feita ano a ano e queda de 10,2% em relação ao trimestre anterior.
Os dados fizeram parte dos primeiros resultados das Pesquisas Trimestrais da Pecuária, divulgados em 19 de maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A China retirou a suspensão de três frigoríficos. As unidades ficavam em Minas Gerais, São Paulo e Goiás. As exportações estavam suspensas desde março de 2025.
Voltaram à lista o Frisa Frigorífico Rio Doce, em Nanuque (MG), a Bon-Mart Frigorífico, em Presidente Prudente (SP), e a JBS, em Mozarlândia (GO). A retomada constou na plataforma de Registro de Empresas de Importação de Alimentos da China, vinculada à Administração-Geral de Alfândegas da China.
Com a medida, o Brasil passou a contar com 66 frigoríficos aptos a exportar carne bovina para o mercado chinês. A reabilitação recompôs parte da estrutura exportadora brasileira e pôde ampliar a capacidade de atendimento à demanda chinesa.
Na comparação feita dia a dia, a cotação subiu R$2,00/@ para todas as categorias.
Análise originalmente publicada no informativo pecuário diário Tem Boi na Linha de 20/5/2026.
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