Com oferta maior e escalas de abate mais alongadas, as cotações da vaca e da novilha caíram em São Paulo, enquanto boi gordo e “boi China” permaneceram estáveis.
Foto: Bela Magrela
Caiu a cotação das fêmeas em São Paulo.
O mercado abriu com queda de R$5,00/@ da vaca e de R$3,00/@ da novilha. A cotação do boi gordo e a do “boi China” não mudou. A oferta apareceu e as escalas de abate avançaram. Parte dos frigoríficos já havia completado suas escalas para a próxima semana e as compras reduziram.
As escalas de abate estavam, em média, para 10 dias.
A oferta de bovinos estava mais ajustada e cadenciada, em razão do cenário positivo de chuvas e da manutenção da qualidade das pastagens no estado. Esse contexto contribuiu para limitar as quedas nas cotações. Dessa forma, a cotação permaneceu estável para todas as categorias nas quatro praças pecuárias de Mato Grosso.
A cotação da arroba do “boi China” não mudou.
Em abril, o Brasil exportou 251,9 mil toneladas, com média diária de 12,6 mil toneladas, 4,3% a mais frente ao embarcado no mesmo período de 2025. A cotação média da tonelada ficou em US$6,2 mil, preço 24,1% maior que há um ano. Considerando os dados da Secex, os embarques brasileiros para a China somavam 460,0 mil toneladas de janeiro a abril de 2026, equivalentes a 41,9% da cota. Em abril o Brasil exportou 135,4 mil toneladas para a China. Ressaltávamos que o volume considerado para o preenchimento da cota levava em consideração o registro de entrada na China e, por isso, estimava-se que o percentual de preenchimento da cota fosse superior aos 41,9%, com parte dos embarques realizados ao fim de 2025 também podendo compor o preenchimento da cota.
Análise originalmente publicada no informativo pecuário diário Tem Boi na Linha de 8/5/2025.
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