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Scot Consultoria

Oferta de empregos no campo registra queda


Quinta-feira, 22 de setembro de 2005 - 12h42

A crise que afeta a agropecuária brasileira já causou prejuízos também para o mercado de trabalho do setor rural, comprova análise da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizada sobre os mais recentes dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Entre janeiro a julho de 2005 o setor registrou o pior desempenho na oferta de empregos desde 2002, considerando dados relativos aos sete primeiros meses de cada ano. Foram ofertados 219,94 mil empregos formais na agropecuária, o que representa uma queda de 19% na comparação com o período de janeiro a julho do ano passado, quando 271,58 mil empregos foram oferecidos pelo setor. Em 2003, foram 232,5 mil empregos e, em 2002, 231,6 mil. A crise foi tão forte, que a agropecuária perdeu espaço na participação na oferta geral de empregos no país. De janeiro a julho deste ano, dos 1,08 milhão de empregos gerados no Brasil, a agricultura respondeu por 20%, ante os 22% registrados no mesmo período do ano passado. Em 2003, o percentual foi de 38%. “Os números evidenciam a evolução da crise no setor. Negar o quadro e deixar de implementar medidas saneadoras e corretivas pode ser mais cômodo, porém mais desastroso para a agricultura brasileira e o agronegócio”, ressalta Luciano Marcos de Carvalho, assessor técnico do Departamento Econômico da CNA. Estados da região Sudeste, como São Paulo e Minas Gerais, foram responsáveis pela geração de 190 mil dos 219,94 mil empregos rurais, em função da colheita das culturas de café e cana-de-açúcar. A contribuição do Estado do Paraná foi de 10,6 mil postos de trabalho. Já o Rio Grande do Sul, em virtude da queda na produção agrícola, fechou 3, 6 mil vagas. No Centro-Oeste, a geração de empregos superou pouco mais de 17 mil vagas e a Bahia, isoladamente, empregou 10,6 mil pessoas. Setor é "amortecedor social" A agricultura comercial brasileira, tradicionalmente, nos primeiros sete meses do ano responde por parcela significativa na geração de postos de trabalho no país, em virtude das colheitas de várias culturas, o que demanda maior contratação de mão-de-obra. O setor agrícola funciona, nesta época, como uma espécie de amortecedor social em relação aos demais segmentos econômicos, desvinculados do agronegócio, quando as demissões igualam-se às admissões. A geração de novos empregos, para 2006, depende do ânimo do produtor em relação ao plantio da nova safra, a ser iniciada neste mês e que vai até novembro. Fonte: Folha do Estado
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