• Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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Scot Consultoria

Exportação de carne bovina para a China cai pela metade em julho; o que esperar?

Esgotamento iminente da cota de importação e rigidez no desembaraço chinês desaceleram o ritmo dos embarques brasileiros no segundo semestre.


O fim da cota de importação chinesa para a carne bovina brasileira é praticamente certo. No início da semana, o Ministério do Comércio da China confirmou que o Brasil atingiu 90% do limite de 1,01 milhão de toneladas estabelecido, com 995,4 mil toneladas embarcadas.

O volume real já embarcado pelo Brasil, no entanto, é ainda maior, uma vez que as autoridades portuárias chinesas contabilizam apenas as cargas com entrada e desembaraço confirmados no país.

Essa corrida para garantir espaço antes do limite da cota fez as exportações brasileiras de carne bovina in natura para a China dispararem no primeiro semestre de 2026.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, com base em dados da Secretária de Comércio Exterior (Secex), os embarques entre janeiro e junho deste ano somaram 774,2 mil toneladas — uma alta de 22,56% em relação ao mesmo período de 2025. Em julho, contudo, o efeito do afunilamento da cota apareceu: o volume exportado despencou 47,8%, ficando em 82,7 mil toneladas.

Apesar do recuo expressivo, a Scot Consultoria aponta que os embarques para a China devem continuar nos meses de agosto e setembro, porém em ritmo mais moderado.

Matéria originalmente publicada em: Exportação de carne bovina para a China cai pela metade em julho; o que esperar?

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