• Sábado, 27 de abril de 2024
  • Receba nossos relatórios diários e gratuitos
Scot Consultoria

Preços da arroba do boi gordo estão entre R$143,00 e R$144,00 desde o início do ano. Demanda fraca por carne inibe alta das cotações


Quinta-feira, 12 de março de 2015 - 17h49

* Reprodução permitida desde que citada a fonte.

 


Mercado continua apertado. De um lado as indústrias, com margens estreitas, resistindo em pagar mais pela arroba. Do outro, a oferta restrita - mesmo com a decorrência das chuvas, que melhoraram as pastagens - não permite que negócios ocorram em preços menores.


"É um comportamento já esperado, a chuva não trazer nenhuma melhora, porque os animais que estão sendo abatidos agora eram justamente o garrote e boi magro - que no ano passado já tinha bastante restrição de oferta - então, não era possível esperar que 2015 fosse melhor, mesmo com chuvas dentro do esperado", explica Alex Santos Lopes, consultor da Scot Consultoria.


Isso resulta em estabilidade no mercado. Em São Paulo, por exemplo, nos três meses de 2015 a arroba variou entre R$143,00 e R$144,00, à vista. Não há espaço para alterações expressivas. No entanto, a oferta restrita, ajuda o pecuarista na manutenção dos preços.


Os preços de comercialização hoje remuneram o produtor, mesmo com aumentos de custo significativos, como é o caso dos animais de reposição. 12 arrobas 2 mil.


"Devemos ter um aumento dessa categoria entre o final de primeiro semestre, começo do segundo, onde se tem mais compra desses animais para fechar em confinamento. Um bezerro desmama nelore hoje 1.200 a 1.300 reais já é realidade em boa parte do país", afirma o consultor.


Na demanda externa, houve redução de 30% no volume de exportação em janeiro desse ano, se comparado ao mesmo período do ano passado. "Os primeiros dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio para carne in natura dão conta de 33% de redução em fevereiro, para fevereiro do ano passado, enfim o cenário do mercado externo também é muito ruim", declara Lopes.


Para ele, essa situação pode ser explicada pela queda no preço do barril de petróleo, que reduz o poder de compra dos principais países compradores do Brasil, como a Rússia e Oriente Médio, além de negociações entre a China e Honk Hong, que dificultam o envio de remessas.


Além disso, a indústria tem trabalhado com margens bem apertadas, impossibilitando a execução de manobras para reduzir o preço da carne. "Existem relatos de indústrias que já trabalhando com margens negativas, dai a dificuldade de ela reduzir o preço da carne, já que a matéria prima é impossível de reduzir", conclui Lopes.



O mercado segue travado, com matéria prima muito cara e o consumidor com baixo poder de compra.


Fonte: Notícias Agrícolas, por Aleksander Horta e Larissa Albuquerque. Publicado em 05/03/2015.



<< Notícia Anterior Próxima Notícia >>

Buscar

Newsletter diária

Receba nossos relatórios diários e gratuitos


Loja