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Scot Consultoria

Abate de fêmeas aumenta 10,4% em 2011


Quinta-feira, 29 de março de 2012 - 18h43

Condições climáticas e redução da margem de lucro do pecuarista podem ter estimulado o descarte de matrizes O abate de vacas atingiu 9,68 milhões de cabeças em 2011, aumento de 10,4% sobre o volume de fêmeas abatidas em 2010, de 8,77 milhões de animais. De acordo com a pesquisa trimestral do abate de animais divulgada nesta quinta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este incremento resultou em alta de 3,6 p.p na participação da categoria no abate total de bovinos em 2011, que atingiu 28,8 milhões de cabeças de gado. Segundo os pesquisadores, as condições climáticas, que prejudicaram pastagens em regiões importantes do País, levaram produtores a abater mais fêmeas para compensar o baixo peso de machos terminados. Com isso, foi interrompido um ciclo de quatro anos de redução no volume de abate de fêmeas no total do rebanho. Para a Scot Consultoria, o custo de produção pode ter sido o principal estímulo ao descarte de fêmeas em 2011. “Quando o preço da cria não está atraente é normal que o pecuarista aumente a participação das matrizes no abate“, explica Hyberville Neto, consultor da empresa. No ano passado, pela primeira vez desde 2006, o custo de produção superou o preço do bezerro. O índice Scot apontou um aumento de 15,1% no custo de produção pecuária, enquanto o preço do bezerro foi reajustado em 7,5%. “A pressão sobre o lucro da atividade já explica o aumento do descarte das fêmeas”, diz Neto. Em 2008, por exemplo, o preço do bezerro foi reajustado em 50,6% enquanto o índice Scot de custo de produção pecuária avançou 25,8%. Para Neto, os sinais são claros de um processo de inversão do ciclo pecuário. “A participação da fêmeas no abate neste primeiro semestre, embora esteja acima do normal, ainda não permite traçar um panorama. Mas, considerando o movimento observado no ano passado, acreditamos que o ciclo de alta da arroba está próximo do fim”, alerta. Abate de bovinos O abate de bovinos registrou queda de 1,6% em 2011, com 28,8 milhões de cabeças de gado, informou o IBGE. No quarto trimestre foram abatidas 7,4 milhões de cabeças de bovinos, aumento de 1% em relação ao trimestre anterior e de 2,3% em comparação com o mesmo trimestre de 2010. O peso acumulado de carcaças atingiu 1,8 milhão de tonelada e foi 0,2% superior ao registrado no 3º trimestre de 2011 e 3,7% maior que o do mesmo trimestre do ano anterior. Entre os estados, Mato Grosso continua sendo o principal abatedor de bovinos, com crescimento de 9,6% do abate na comparação com 2010. Fonte: DBO. Por Mônica Costa. 29 de março de 2012.



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