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Scot Consultoria

Soja e café lideram quedas na BM&FBovespa


Quinta-feira, 3 de novembro de 2011 - 09h15

O preço médio da maioria das commodities agrícolas negociadas na BM&FBovespa recuou em outubro, acompanhando a tendência observada nas bolsas internacionais. De acordo com levantamento do Valor Data, soja, milho e café sofreram perdas em relação à média apurada em setembro. Em contrapartida, os contratos futuros de boi e etanol alcançaram novas máximas. O preço médio do café arábica desabou 7,4% em relação a setembro. O recuo deve-se à expectativa de aumento da oferta no mercado internacional nas próximas semanas, com a colheita em andamento na Colômbia e em outros países latinos. O mercado antecipa ainda uma produção recorde para o Brasil na safra 2011/12, em fase de desenvolvimento. Apesar do recuo expressivo, o café negociado em São Paulo teve um desempenho superior ao observado na bolsa de Nova York (-9,3%). Além disso, a commodity registra uma valorização de 19,5% em relação à média de dezembro de 2010 e de 40,6% em 12 meses. Os contratos de soja cederam 7,4% em relação à média de setembro, ao menor nível desde o início da série, em janeiro deste ano. O temor de desaceleração da demanda global em um cenário de recessão vem pesando sobre os preços globais da oleaginosa, com reflexo direto sobre o mercado local. Também o milho cedeu, 4,1%, acompanhando o cenário internacional. Além das preocupações relacionadas à demanda, as perspectivas otimistas em relação às safras do Brasil e da Argentina pesam sobre o mercado futuro. Mesmo assim, o preço médio do milho acumula alta de 22,6% em 2011 e 14,49% no acumulado de 12 meses, impulsionado pela demanda aquecida e pelos problemas com a safra americana. Em compensação, os contratos menos influenciados pelo cenário externo - boi e etanol - ficaram mais caros e atingiram novos picos históricos. O boi gordo subiu 1,9% e atingiu a maior média mensal desde o início da série, em 2001, a R$103,41 por arroba. Segundo Hyberville Neto, analista da Scot Consultoria, o mercado está pressionado pela baixa oferta de animais para abate na entressafra e pelo aquecimento da demanda antes do fim do ano. "Os preços devem continuar sustentados até dezembro ou janeiro, quando a oferta de animais volta a crescer", afirma. O preço médio do boi gordo subiu 6,5% em 2011, embora acumule uma alta relativamente tímida, de 2,08%, nos últimos 12 meses. Os futuros de etanol também alcançaram novas máximas históricas, negociados a US$1.323,58 por metro cúbico em outubro. Este foi o quinto mês seguido de alta do combustível, que ficou 2,5% mais caro do que em setembro. A commodity já subiu 15,7% em 2011 e 27,5% em 12 meses, impulsionada pelo aperto na oferta após a redução da safra de cana no Brasil. Fonte: Valor Online. Por Gerson Freitas Jr. 3 de novembro de 2011.
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