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Scot Consultoria

Brasil vira exportador de itens para irrigação e mira latinos


Terça-feira, 29 de junho de 2010 - 10h36

O setor de irrigação no Brasil tem potencial de crescimento de mais de 1.000% no médio e longo prazo. Dados da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação (CSEI), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), revelam que o País possui 4,1 milhões de hectares irrigados. O que representa 7% do potencial de 60 milhões de hectares agricultáveis. Em 2010, a previsão geral de crescimento em irrigação varia entre 15% e 20%. “O problema nacional não é água e sim energia elétrica. Precisamos de formas para baratear a irrigação brasileira. O setor pode avançar 1.000%", afirma Alcides Torres, engenheiro agrônomo e diretor da Scot Consultoria. Diante desse cenário, a catarinense de médio porte Víqua, uma das pouco mais de 40 fabricantes de soluções hidráulicas, de pequenos e médios portes existentes no Brasil, investe na área de irrigação, que responde por 22% do faturamento da empresa. “Em 2010, esperamos crescer 25%”, estima Daniel Alberto Cardozo Júnior, diretor da Víqua, que aposta no mercado interno. A empresa promete, até o fim deste ano, colocar no mercado novidades para o setor. Para 2011, a estimativa de crescimento da empresa varia entre 25% e 30%. Segundo Antônio Alfredo Teixeira Mendes, vice-presidente da CSEI, o Brasil chegou a importar produtos de irrigação e agora principalmente as gigantes do setor exportam para a América Latina e Estados Unidos. “Regiões em desenvolvimento como Ásia, Índia, China e África deverão ter mais área. A perspectiva é boa para o Brasil”, observa. Ainda de acordo com Mendes, a área atualmente irrigada corresponde a 16% da produção nacional e 35% do valor produzido. Para o diretor da Scot, que também é fazendeiro, apesar de a irrigação proporcionar garantia de safra cheia, o sistema é a última prioridade em sua lista. Segundo Torres, para se produzir vegetais, por exemplo, a sistematização do solo, com todos os manejos necessários para deixá-lo plano vem em primeiro lugar. Seguido das ações de curvar solo e fertilizar, além da aplicação de defensivos agrícolas e utilização de genética. “Por último penso em irrigar. Irrigação, de maneira geral, não é prioridade para o agricultor brasileiro”, pondera. De acordo com o vice-presidente da CSEI, a agricultura irrigada perante a colheita pode permitir produção de grãos duas a três vezes ao ano. “Normalmente são três safras a cada dois anos. Nos Estados Unidos é praticamente uma por ano”, compara. Para o diretor da Víqua, com irrigação a produtividade pode aumentar 30%. “Sem contar que sem um sistema de irrigação adequado ocorre 60% de desperdício de água”, diz. Júnior disse ainda que devido aos problemas com a seca, a região brasileira que mais investe em irrigação é o nordeste. No ranking das grandes do setor, que é dividido em três segmentos, de acordo com Mendes, estão, na irrigação mecanizada, as norte-americanas Valmont, que envia equipamentos para os Estados Unidos, e a Lindsay. Na irrigação localizada, de gotejamento, a indiana NaanDan Jain, a israelense Netafim e a norte-americana John Deere são as maiores. “Já no sistema por carretel, muito utilizado na cana-de-açúcar, as nacionais Irriga Brasil e Krebs são líderes”, diz. De acordo com Mendes, as empresas menores detêm de 20% a 25% do mercado. “Todas as líderes estão sediadas no Brasil e dependem de escala global para produzir. As menores realizam atendimento regional”, afirma. Com a perspectiva de avanço no setor sucroalcooleiro, segundo Mendes, o sistema de irrigação por carretel deve crescer este ano mais de 25%. Para os outros segmentos, a estimativa de crescimento é de 10% a 15% para a mecanizada, e de 15% ou 20% para a irrigação localizada. Bahia O distrito de irrigação de Ponto Novo, na Bahia terá uma estação agrometeorológica para monitorar a irrigação. De acordo com Eduardo Salles, secretário de agricultura da Bahia, o objetivo é quantificar, por meio das estações meteorológicas, a evapotranspiração de referência utilizada no manejo da irrigação, o que deve auxiliar o produtor na tomada de decisão. Fonte: DCI. Agronegócios. Por Alécia Pontes. 29 de junho de 2010.
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