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Scot Consultoria

Relação de troca melhora e venda de fertilizantes cresce


Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 - 09h46

Precisou haver uma queda superior a 15% nos preços dos fertilizantes para que os produtores retomassem as compras. Após quatro meses de retração a Associação Nacional Para Difusão de Adubos (Anda) deve divulgar amanhã um aumento significativo nas vendas do mês de janeiro. Dados preliminares apontam para uma carteira de pedidos superior a 1,2 milhão de toneladas, sendo que a média histórica para o mês é de 1 milhão. Além da melhoria na relação de troca para o produtor, a demanda puxada pela alta nos preços dos grãos teve um impacto positivo no setor de insumos. “O mercado está se movimentando na medida em que as relações de troca estão favoráveis”, disse Eduardo Daher, diretor executivo da Anda. Durante todo o ano de 2008, a relação de troca de fertilizantes e produtos agrícolas foi praticamente inviabilizada. No caso da cana-de-açúcar, enquanto em 2007 eram necessárias 19,8 toneladas para o produtor adquirir uma tonelada de fertilizante, no último ano o volume necessário disparou para 36,4 toneladas. “Hoje com a valorização do dólar o produtor está fazendo as contas e já volta a investir”, afirmou Daher. No entanto, o executivo ressalta que o resultado observado em janeiro ainda não pode ser considerado uma tendência, mas apenas um episódio. “Estamos no meio da crise como todos. O mês de fevereiro é mais complicado”, disse, destacando o fato de que o mês tem apenas 28 dias, sendo quase uma semana de comercializações limitadas com o feriado de carnaval. De acordo com consultorias especializadas, os gastos com adubos e fertilizantes devem ter peso menor de US$3,5 bilhões na balança em 2009. Os estoques elevados seriam um dos principais motivos que irão segurar os preços. Nesta safra as empresas do setor tiveram um estoque de passagem da ordem de 7 milhões de toneladas - quase 30% do consumo anual - com esse volume, mesmo que seja confirmada a venda de 1,2 milhão de toneladas, os estoques continuam acima de 5,5 milhões, quantidade suficiente para produzir até abril. Prova de que janeiro foi uma exceção está nos nitrogenados, uma vez que com a redução dos estoques e novas ordens de compras, os preços já sofreram reajustes, em média 6,8% em relação a janeiro, segundo a Scot Consultoria. “As empresas que precisavam liquidar o excedente agora estão com os estoques mais ajustados com novos pedidos de compra a partir de janeiro”, explicou Rafael Ribeiro de Lima Filho, consultor da Scot. A uréia registrou aumento de 8,3% em relação a janeiro e pode ser encontrada a R$780 a tonelada. Já o sulfato de amônio teve alta de 10,30% em relação a janeiro e é vendido a R$533 a tonelada. Os investimentos na safrinha brasileira e a seca na Argentina, que motivou uma alta especialmente no mercado de soja, também reaqueceram a demanda. “Foram feitas grandes aquisições de fertilizantes para o plantio da safrinha no Paraná e no Mato Grosso. Além disso, o mercado de compras antecipadas está aquecido em função dos bons preços, sendo que grandes volumes já foram comercializados para a safra 2009/2010, principalmente no Mato Grosso”, disse Lima Filho. O cloreto de potássio já está 3% mais caro em relação a janeiro. A tonelada atualmente é negociada em R$1,7 mil. Em comparação a dezembro, a alta é de quase 5%. Em termos nominais, esses são os preços mais altos da história. Para os fosfatados, o mercado continua em baixa em razão da desvalorização do petróleo. O superfosfato simples já caiu mais de 50% desde outubro. De janeiro para fevereiro houve recuo de 14%, ou seja, o mercado se mantém em tendência de baixa. Hoje o superfosfato simples é vendido a R$430 a tonelada, segundo levantamento da Scot. Resultado das empresas A Mosaic teve um quarto trimestre fiscal considerado “delicado” por James T. Prokopankoem, diretor executivo da empresa, em razão da queda dos preços de venda dos fertilizantes em oposição ao custo da matéria-prima. A Yara Brasil Fertilizantes informou que registrou um prejuízo de R$356,894 milhões em 2008, ante um lucro líquido de R$87,582 milhões no período anterior. Segundo nota da companhia, o prejuízo teve origem na queda dos preços das matérias-primas que se encontravam nos estoques. A Bunge registrou prejuízo líquido de US$210 milhões no quarto trimestre do ano passado. O resultado contrasta com o lucro líquido de US$245 milhões obtido no mesmo período do ano anterior. Depois de quatro meses de retração, a Associação Nacional Para Difusão de Adubos (Anda) deve divulgar amanhã aumento das vendas em janeiro. Dados preliminares apontam uma carteira de pedidos superior a 1,2 milhão de toneladas. A média do mês é de 1 milhão. Além da melhoria na relação de troca para o produtor, a demanda puxada pela alta dos preços dos grãos teve impacto positivo . “O mercado se movimenta na medida em que as relações de troca estão favoráveis”, disse Eduardo Daher, diretor executivo da Anda. Fonte: DCI. Agronegócios. Por Priscila Machado. 18 de fevereiro de 2009.
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