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Scot Consultoria

Mercado do Chile deve estar liberado a partir de setembro


Quinta-feira, 24 de julho de 2008 - 10h11

Os frigoríficos exportadores têm a expectativa de retomar o mercado chileno para a carne bovina ainda em 2008. Os representantes da indústria esperam que até setembro já estejam estabelecidos os prazos para o cumprimento da agenda de troca de informações e de visitas técnicas que sejam necessárias para a retomada, em maior volume, do comércio. Ontem no final da tarde, representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento estiveram reunidos com as autoridades do Chile, em Santiago, para definir o cronograma. O país praticamente deixou de importar carne bovina brasileira a partir de 2005, quando houve foco de aftosa no Centro-Oeste do País. Segundo Luiz Carlos de Oliveira, diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), o único estado que continuou exportando para o país foi o Rio Grande do Sul. A primeira etapa para a normalização do fluxo de comércio será a reabilitação dos estados e, depois, dos frigoríficos. Será solicitada a habilitação das 11 unidades da federação reconhecidas, em maio, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), como livres de aftosa com vacinação. São elas Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins Potencial de mercado O Chile é um mercado significativo e, segundo opina Fabiano Tito Rosa, consultor da Scot Consultoria, o melhor da América do Sul. “Os chilenos compram todos os tipos de cortes e pagam bem pelo produto”, avalia. Segundo a Abiec, o país importa o equivalente à cifra de US$200 milhões. Em 2005, o Brasil exportou 66,5 mil toneladas de carne in natura para esse destino e a receita chegou a US$139,9 milhões. No ano seguinte, quando só os gaúchos exportaram, a receita caiu para US$18,6 milhões com o embarque de 5,3 mil toneladas. Até junho deste ano, as exportações de carne in natura para os chilenos chegaram a 1,7 mil toneladas, o equivalente à receita de US$7,8 milhões. Para Oliveira, da Abiec, os trâmites para a praticamente reabertura daquele mercado devem suceder sem dores de cabeça. Isso porque o país tem demanda a ser atendida. “Notamos uma mudança de postura em relação ao Brasil, há mais alinhamento entre os diálogos”, acrescenta o diretor da Abiec. Anualmente, o país consome 140 mil toneladas e não tem produção para alcançar a demanda interna. Os principais fornecedores hoje são o Paraguai, Uruguai, Argentina e Austrália. A reabertura do Chile poderá ser mais um fator altista para a carne bovina no segundo semestre, mas isso dependerá de situação de mercado. “Há de esperar para ver quanto o Chile vai pagar pelo produto e de quais regiões serão habilitadas a exportar outra vez”, avalia Tito Rosa, da Scot. O país importa vários tipos de cortes, mas é um bom comprador de dianteiro - produto pouco consumido no mercado interno brasileiro. Segundo semestre Para a carne bovina, a expectativa é de alta no segundo semestre, apesar do recuo no atacado no mês de julho. Segundo a Scot, os frigoríficos não estão conseguindo mais repassar as altas do boi há cerca de dois meses. “Foi quando começou a se agravar a questão da inflação e o poder de compra do consumidor diminuiu. Até então, a indústria estava conseguindo fazer repasse de preços”, explica Tito Rosa. Em um ano, segundo levantamento da Scot, considerando médias parciais dos meses de julho de 2007 e de 2008, a arroba do boi subiu 49% em São Paulo e o preço da carne no atacado paulista variou 45%, de R$3,60 o quilo para R$5,23 o quilo no período. Os frigoríficos brasileiros exportadores de carne bovina têm a expectativa de retomar o mercado chileno ainda em setembro e incrementar as vendas externas do produto. Fonte: DCI. Agronegócios. Por Érica Pólo. 24 de julho de 2008.
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