• Sábado, 25 de maio de 2024
  • Receba nossos relatórios diários e gratuitos
Scot Consultoria

Como o Encontro de Confinamento e Recriadores pode ajudar o pecuarista?

Entrevista com José Henrique Rivaben, Matheus de Paula e Sóstenes Mendonça, Participantes do ECR23

Segunda-feira, 24 de abril de 2023 - 06h00
-A +A

José Henrique Rivaben - pecuarista.
Matheus de Paula - Fazenda de Paula – semiconfinamento.
Sóstenes Mendonça - Frigorífico Só Boi

Foto: Bela Magrela


José Henrique Rivaben - pecuarista.
Matheus de Paula - Fazenda de Paula – semiconfinamento.
Sóstenes Mendonça - Frigorífico Só Boi.


Scot Consultoria: José, o que você está achando do Encontro de Confinamento e Recriadores e como as palestras estão lhe ajudando já que está iniciando no ramo da pecuária?

José Henrique Rivaben: Estou iniciando na pecuária numa produção familiar, mas trabalho numa empresa de nutrição animal, e tudo que foi dito até agora tem me ensinado muito. O evento é fantástico para quem busca conhecimento, informações, contato com grandes nomes do mercado para desenvolver uma pecuária mais lucrativa. Vim ao Encontro de Confinamento e Recriadores, da Scot Consultoria, com o intuito de visitar, aprender, manter e abrir novos contatos e fazer novos clientes. Estamos sendo muito bem recebidos pela equipe da Scot Consultoria. O evento tem alta qualidade, o que vai proporcionar, certamente, um resultado positivo para o nosso negócio, porque permite que tenhamos um contato maior com o nosso público, podemos conversar sobre o desenvolvimento dos negócios, fazer o networking e conhecer mais sobre o fornecimento de insumos, confinamento e pecuária.

Scot Consultoria: Matheus, você tem um semiconfinamento, para você, quais as maiores dores do seu negócio?

Matheus de Paula: Para mim, a maior dor de um confinamento, ou semiconfinamento, é a qualificação de mão-de-obra. As pessoas que estão ali trabalhando devem ter em mente a importância das suas funções e os resultados que geram. Nos semiconfinamentos, acaba sendo um pouco mais simples, por conta de menor quantidade de tratos, por exemplo, mas, ao mesmo tempo, trabalhamos com a estrutura de cochos descobertos e a pessoa tem que entender que o semiconfinamento é realizado em épocas de chuva e com boa disponibilidade de forragem. No entanto, a questão climática pode dificultar para a mão-de-obra, onerando um pouco nossos custos, o que num momento de baixa no ciclo pecuário, pode ser determinante na lucratividade.

Scot Consultoria: E como o ECR conseguiu lhe ajudar?

Matheus de Paula: A palestra sobre estratégias de pastejo rotatínuo me ajudou bastante a esclarecer algumas dúvidas e acredito que vai auxiliar muito nesse momento de baixa no ciclo pecuário, em que temos um sistema de pastejo de ponta, o que aumenta o desempenho animal e diminui o custo por arroba.

Scot Consultoria: Sóstenes, você e sua empresa, a Só Boi, são nossos parceiros há anos e você está sempre presente em nossos eventos. Queria saber de você, como foi o início do seu negócio e como sua relação com a Scot Consultoria teve início?

Sóstenes Mendonça: Estou no segmento de frigoríficos há 46 anos e, em São Paulo, estou há 26 anos. Vim pelo grupo Bertin na época e, hoje, a empresa que criei trabalha direto na linha de abate com, aproximadamente, 6 a 7 mil produtores. Devido ao relacionamento do frigorífico com o mercado do boi, eu criei um vínculo com o Scot há mais de 20 anos.

Inclusive, gostaria de parabenizar a Scot Consultoria pelo amadurecimento, profissionalismo e desenvolvimento do negócio ao longo dos anos.

Scot Consultoria: E quais as principais diferenças olhando para o mercado do boi no início e atualmente?

Sóstenes Mendonça: Eu tenho observado que o produtor está vivendo no auge do seu trabalho, tudo de positivo se sobressai aos fatores negativos, como essa pressão de baixa nos preços, mas o pecuarista tem o benefício de ter fácil acesso a informações. Um evento como esse, com mais de mil pessoas, mostra que temos buscado cada vez mais por conhecimento. Outra coisa importantíssima, é que temos um animal super precoce. Nos confinamentos da minha empresa, temos bois saindo para o abate com 16 a 17 meses (20@). Isso graças a raça zebuína, que não perde em nada para a raça taurina. Um bezerro de pasto, com 2 meses, já está em confinamento no ambiente que trabalho. Então isso é um prêmio que o produtor está tendo. A pecuária tem que brindar com tudo isso e a pecuária brasileira, na minha visão, não perde em nada para qualquer outro país.

Scot Consultoria: E com relação ao nosso evento, o ECR, quais os principais pontos que o senhor enxerga como incentivo ao pecuarista?

Sóstenes Mendonça: Com relação ao momento que a pecuária está vivendo, os conteúdos do evento estão fazendo com que o pecuarista acorde e tenha um “norte”, sabendo para onde vai olhar e seguir. O ECR mostra quais ferramentas utilizar para passar ileso pelas crises.

Scot Consultoria: Então nós acertamos ao dizer que o pecuarista dinossauro, aquele que não quer buscar a informação, não irá sobreviver, certo?

Sóstenes Mendonça: Você tocou num assunto interessante, que é a modernidade, as informações obtidas aqui estão fazendo com que o pecuarista se atualize e veja o amanhã de maneira mais clara, com uma forma mais eficiente de produzir. Hoje, o pecuarista tem acesso a muitas ferramentas para se sobressair, ele vai tirar de letra as dificuldades se abrir a cabeça e buscar as informações corretas. Vocês estão de parabéns pelo evento, por estarem clareando nossa mente.


<< Notícia Anterior Próxima Notícia >>
Buscar

Newsletter diária

Receba nossos relatórios diários e gratuitos


Loja