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Scot Consultoria

Boitel Lapa do Lobo: como proposta da Algar Farming pode ajudar o pecuarista?

Entrevista com o executivo de Pecuária na Algar Farming, Alessandro Lara de Carvalho

Terça-feira, 7 de março de 2023 - 06h00
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Zootecnista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, atualmente gerencia as atividades de pecuária do grupo Algar Farming.

Foto: Bela Magrela


Scot Consultoria: Pensando no confinamento e no boitel para 2023. Qual será, na visão do confinamento Lapa do Lobo, o grande desafio para o ano?

Alessandro Carvalho: O boitel é uma grande estratégia de negócios para o pecuarista, independentemente se atua com cria/recria, recria ou como investidor. Em 2022, tivemos muitos desafios no mercado, o que deixa o parceiro com uma memória negativa ou até com receio da operação. Por isso, em 2023, queremos mostrar para nossos parceiros que a operação boitel se encaixa no negócio como uma opção de aumentar o giro de animais no ano e desafogar a fazenda em momentos estratégicos. Mais que isso, nós apresentamos o boitel como forma de assegurar a rentabilidade do negócio. Nosso principal desafio é ajudar pecuaristas e confinadores em geral a definir e implementar uma estratégia eficaz porteira adentro, mas também servir como um braço de apoio para compras bem-feitas, negociações com o mercado (frigorífico, head, entre outros), garantindo resultados ainda mais positivos aos nossos clientes.

Scot Consultoria: Quais as modalidades de diária oferecidas hoje pelo boitel? Na visão de vocês, qual o grande diferencial para o pecuarista ao procurar o boitel como estratégia de terminação para o seu negócio?

Alessandro Carvalho: Em 2023, o boitel Lapa do Lobo irá trabalhar com três modelos de parceria: venda de diárias; venda de @ produzida; e venda de kg de matéria seca. Trabalhamos com essas modalidades porque acreditamos que o pecuarista precisa se sentir confortável para ter o boitel como uma estratégia adaptada para seu negócio, reafirmando nosso compromisso com o cuidado do gado do parceiro desde a entrada no confinamento até o abate no frigorífico.

Atualmente, oferecemos ao cliente um acompanhamento individual dos animais, com uma operação 100% tecnológica, com indicadores ligados diretamente à produtividade dos animais, que são acompanhados e mensurados diariamente por uma equipe altamente capacitada. Outro diferencial é que, graças ao nosso posicionamento no mercado, temos grande poder de negociação. Isso se deve às habilidades dos nossos associados e ao volume de animais negociados anualmente. A título de ilustração, em 2023, nosso objetivo é abater 30 mil animais e, por isso, trabalhamos com informações em tempo real do mercado e projeções que se atualizam constantemente, assim, podemos oferecer ao nosso parceiro as melhores condições de venda do seu animal para os frigoríficos.

É importante ressaltar que nossa parceria não acaba na saída dos animais do confinamento, pelo contrário, contamos com uma empresa de auditoria que acompanha os animais no momento do abate, disponibilizando relatórios atualizados tanto para a Lapa do Lobo quanto para nossos parceiros. Nesse modelo de negócios, o nosso destaque é a segurança produtiva que buscamos garantir para nossos parceiros, com entrega de resultados zootécnicos dos animais e apoio com o máximo de informações. Assim, quem está com a gente consegue se posicionar melhor no mercado, com a segurança de que seus animais estão nas mãos de uma equipe com manejo eficiente e bem posicionada em termos de negócios.

Scot Consultoria: Os preços de praticamente todos os ingredientes da ração animal subiram. Como o confinamento Lapa do Lobo trabalha para “driblar” essa situação e manter o padrão de produção?

Alessandro Carvalho: Aqui na unidade Lapa do Lobo, em Paranaíba/MS, seguimos os preceitos da Algar Farming e um deles é o conceito da economia circular. Temos uma área de 1.400 hectares irrigados e fazemos três culturas anuais. Graças à nossa eficiência produtiva, somos capazes de produzir 70% dos insumos que serão absorvidos pelos animais no boitel. Isso garante aos nossos parceiros preços mais competitivos no momento da negociação na nutrição animal. Evidentemente, isso vem acompanhado da segurança de que a ração será produzida com ingredientes de qualidade durante todo o ano, um fator muito importante, pois já se sabe que oscilar a dieta prejudica a engorda dos animais. Nesse sentido, a agricultura é um pilar extremamente importante para a Algar Farming, com profissionais dedicados a acompanhar todo o ciclo de produção nutricional, desde o cultivo de alimentos até o cocho. Essa estratégia nos deixa tranquilos para afirmar que oferecemos ao gado sempre o melhor disponível no mercado, garantindo, além de tudo, preços competitivos dentro de um cenário que se mostrou desafiador nos últimos anos.

Scot Consultoria: O agronegócio brasileiro é gigante. Nós sabemos que, assim como o agronegócio nacional, a Algar Farming tem atuado cada vez mais em diferentes segmentos no país. Vocês poderiam detalhar quais são as principais frentes de atuação hoje?

Alessandro Carvalho: Atualmente, a Algar Farming atua em praticamente todas as frentes do setor agro. Temos três torres de negócios principais: a Pecuária, a Agricultura e a Floresta. Nossas unidades estão espalhadas por Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará. Na pecuária, o foco está no boitel Lapa do Lobo que, como já sabemos, usa os princípios de tecnologia e eficiência produtiva para levar o melhor para nossos parceiros. Na agricultura, utilizamos esses mesmos princípios na produção de commodities agrícolas, especialmente milho, soja, batata, algodão e feijão, tanto nas unidades de Minas Gerais, quanto com o cacau na unidade Floresta Pacajá, em Portel, no Pará. A floresta também é um projeto ambicioso, que visa manter a floresta em pé para as gerações futuras seguindo as premissas de manejo florestal sustentável, inovador e tecnológico. Por fim, nos últimos anos, a Algar Farming está investido na FarmingShow, um evento que funciona como uma vitrine das nossas torres de negócios, mas que é também uma oportunidade para nossos parceiros, levando nossas habilidades produtivas e de negociação no mercado para nossos clientes, fornecedores e parceiros estratégicos do Brasil e das nossas regiões de atuação.

Scot Consultoria: Além do boitel, o grupo Algar trabalha com a produção de cria/recria em sistemas de pastagem? Há também o trabalho relacionado a sistemas intensificados de produção a pasto, como a recria intensiva a pasto (RIP) ou a Integração Lavoura-Pecuária?

Alessandro Carvalho: Atualmente, a Lapa do Lobo trabalha apenas como confinadora no sistema de boitel, mas estamos desenhando, para um futuro próximo, um modelo que permita fornecer, a nossos parceiros, um sistema de recria intensificada dentro da nossa unidade em Paranaíba/MS. Com isso, nosso objetivo é levar, para nossos clientes, toda experiência da Algar Farming Pecuária e Agricultura, ajudando-os a diluir o custo da @ produzida por meio da estratégia de combinar pasto e confinamento. A implementação dessa estratégia está no nosso radar porque estamos diariamente inovando para trazer novidades e melhores oportunidades para quem está com a gente no desafio de produzir carne de alto padrão.


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