• Sexta-feira, 29 de maio de 2026
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Prognóstico climático para junho

Chuvas mais volumosas no Norte e no litoral do Nordeste deverão se manter, enquanto o tempo seco avança pelo interior do país.


Foto: Bela Magrela

Foto: Bela Magrela

Região Norte

O Norte deverá concentrar os maiores acumulados do país e registrar anomalias positivas de até 50mm. Apesar disso, o tempo seco tende a avançar e as precipitações devem ser menores em relação a maio. O Norte do Amazonas, o Amapá e Roraima devem registrar volumes elevados, variando predominantemente entre 200mm e 360mm. No Norte do Pará, os volumes também serão elevados, variando entre 130mm e 230mm. Nessas áreas, quanto mais ao Norte, maiores tendem a ser os acumulados.

No Centro-Sul do Amazonas e do Pará, os volumes de chuva tendem a ser menores e diminuirão gradativamente em direção ao Sul. Nessas áreas, os acumulados previstos para junho variam entre 40mm e 130mm. No Acre, as precipitações devem seguir comportamento semelhante, com volumes entre 60mm e 100mm.

Em Rondônia e no Tocantins, o cenário será de tempo bem mais seco. Os mapas apontam para ausência de chuvas ou, no máximo, 40mm acumulados no período. Apesar disso, os volumes tendem a ficar dentro do esperado.

Região Nordeste

O comportamento das chuvas será heterogêneo na região, mas os volumes tendem a ficar dentro da média ou acima dela nas áreas mais ao Norte. A faixa litorânea, que se estende do Norte do Maranhão ao Sul da Bahia, abrangendo toda a Zona da Mata e o Agreste, tende a concentrar os maiores volumes, com acumulados entre 100mm e 230mm. A exceção ficará para o litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, onde os volumes podem chegar a 400mm.

Os maiores acumulados devem ocorrer nas áreas mais próximas ao litoral, com redução gradativa em direção ao interior.

À medida que se avança para o interior do Meio-Oeste e do Sertão, os volumes diminuirão de forma significativa, variando entre ausência de chuva e, no máximo, 80mm acumulados. A dinâmica segue a mesma: quanto mais ao Norte ou ao Leste – ou seja, mais próximo do litoral – maiores tendem a ser os volumes.

Região Centro-Oeste

Apesar da redução das chuvas já observada em maio, em junho a tendência é de quedas ainda maiores e mais significativas. Apesar disso, os volumes tendem a ficar dentro do esperado para o período.

Para Mato Grosso e Goiás, os mapas apontam para precipitações entre 20mm e 60mm ao longo de todo o mês de junho. Áreas sem ocorrência de chuvas também não estão descartadas.

No Mato Grosso do Sul, deve haver maior volume de chuvas, com acumulados entre 40mm e 100mm. Quanto mais ao Sul, maiores tendem a ser os volumes acumulados.

Região Sudeste

Para Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, os mapas apontam para pouca chuva ao longo do mês, com volumes variando entre ausência de precipitações e, no máximo, 60mm acumulados. Na maior parte dessas áreas, os volumes devem ficar entre 20mm e 40mm. Apesar do cenário de baixa precipitação, os acumulados tendem a permanecer dentro do esperado para o período.

Em São Paulo, pode haver maior presença de chuvas. No estado, os mapas indicam acumulados entre 20mm e 100mm, com aumento das precipitações conforme se avança para o Sul. Mesmo com volumes superiores aos observados em seus pares, São Paulo tende a ficar próximo da média esperada ou ligeiramente abaixo dela.

Região Sul

As chuvas devem continuar presentes na região, porém com menor intensidade, abrangência e volume em comparação aos registrados em maio.

No Paraná, haverá um gradiente de precipitações, com menores acumulados nas áreas próximas a São Paulo e aumento gradual em direção ao Sul. Os volumes devem variar entre 40mm e 160mm.

Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, os acumulados devem variar entre 100mm e 200mm. Em Santa Catarina, os maiores volumes tendem a se concentrar no Oeste, diminuindo em direção ao Leste. Já no Rio Grande do Sul, os maiores acumulados devem ocorrer no Norte do estado, com redução gradual em direção ao Sul.

Paraná e Santa Catarina tendem a registrar volumes que ficarão entre dentro da média e ligeiramente abaixo do esperado, enquanto o Rio Grande do Sul pode ficar entre dentro da média e até 50mm acima da média esperada para o período.

Temperatura

O Brasil deve manter um padrão térmico elevado para o período, com todo o território nacional registrando temperaturas acima do habitual. Porém, em relação ao observado em maio, não devem ocorrer grandes mudanças.

No Norte e no Nordeste, as temperaturas médias devem permanecer entre 25°C e 30°C, com a maior parte dessas regiões próxima dos 27,5°C. Haverá pontos isolados no Nordeste, principalmente na Bahia, onde as temperaturas médias podem ficar abaixo desses valores, mas sem grandes desvios.

No Centro-Oeste, pode haver diferenças entre os estados. Enquanto Mato Grosso deve registrar temperaturas médias entre 25°C e 27°C, Mato Grosso do Sul e Goiás tendem a ficar mais próximos dos 22°C.

No Sudeste, a maior parte da região deve apresentar temperaturas médias entre 20°C e 22°C, mas o Norte de Minas Gerais tende a ficar mais próximo dos 25°C.

No Sul, o tempo mais frio deve se espalhar pela região. As temperaturas médias ainda devem variar entre 15°C e 20°C, porém com maior presença de áreas próximas dos 15°C.

Figura 1.
Mapa de precipitação total prevista para junho (mm).

Fonte: INMET

Figura 2.
Mapa de anomalias de precipitação prevista para junho (mm).

Fonte: INMET

Figura 3.
Mapa de temperatura média prevista para junho (°C).
imagem
Fonte: INMET

Figura 4.
Mapa de anomalias de temperaturas prevista para junho (°C).
imagem
Fonte: INMET

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