Mato Grosso e Bahia detém hegemonia no setor
Foto: Magnific
A produção brasileira de algodão em pluma está estimada em 4,08 milhões de toneladas na safra 2025/2026, até agosto/26 (Conab). Em relação à safra anterior (2024/2025), a produção ficou estável, mas com ganhos de produtividade, compensando uma redução de 3,2% na área semeada.
Mato Grosso lidera com 68,3% da produção nacional. A Bahia, em segundo lugar, responde por 21,6%. Juntos, produzem 89,9% do algodão brasileiro.
A safra 2025/26 confirmou a robustez da produção, apesar da redução da área, a produtividade foi de 2.024 kg/ha, 0,6% maior que na safra 2024/25, elevando a produção (tabela 1). Na Bahia, o algodão é de sequeiro e irrigado. Historicamente mais vulnerável a variações climáticas, o estado vem consolidando ganhos técnicos que o aproximam dos níveis do Mato Grosso.
Tabela 1.
Produção, área e produtividade, entre as safras 2024/2025 e 2025/2026.
| Safra | Produção (mil t) | Área (mil ha) | Produtividade (kg/ha) |
|---|---|---|---|
| 2024/2025 | 4.081,5 | 2.085,6 | 1.957,0 |
| 2025/2026* | 4.084,6 | 2.018,3 | 2.024,0 |
| Variação (%) | 0,1 | -3,2 | 3,4 |
*Estimativa em agosto de 2026.
Fonte: Conab. Elaboração Scot Consultoria.
A redução de 3,2% da área cultivada, possivelmente é devido ao clima e ao mercado internacional. Contudo, a produtividade cresceu 3,4%, compensando a menor área, justificando a marca geográfica da safra de algodão. Com Mato Grosso concentrando lavouras de alto rendimento e a Bahia avançando em sistemas irrigados.
A cotação do algodão em pluma oscilou entre 2021 e 2026. Em agosto de 2024, a cotação estava abaixo de R$4,00 por libra-peso (Cepea). No final de 2024, a cotação reagiu sob postura firme dos vendedores.
Em junho de 2026, as cotações caíram, sob pressão de compradores. A dinâmica vigente está determinada por dois fatores: paridade de exportação (dólar) e qualidade dos lotes (figura 1).
Figura 1.
Preços médio do algodão em pluma, em R$/@.
*Até 13 de agosto.
Fonte: Cepea. Elaboração Scot Consultoria.
Os dados mostram Mato Grosso e Bahia dominando, aproveitando economias, cooperativas, tecnologia, e incentivo a pesquisa. O crescimento de produtividade em ambos os estados, apesar da redução de área, sugere maturidade técnica.
O Nordeste, porém, cresce em importância relativa. Maranhão e Piauí ganham relevância com a irrigação e investimento em pesquisa, mas representam menos de 25,0% do total.
A safra 2025/26 posicionou o Brasil como maior exportador mundial de algodão.
Para produtores e processadores, acompanhar o mercado é recomendável, pois são os sinais que definem margens e estratégia de semeadura.
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