• Terça-feira, 18 de agosto de 2026
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Scot Consultoria

Carta Grãos e Agricultura - Safra de algodão recorde

Mato Grosso e Bahia detém hegemonia no setor


Foto: Magnific

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A produção brasileira de algodão em pluma está estimada em 4,08 milhões de toneladas na safra 2025/2026, até agosto/26 (Conab). Em relação à safra anterior (2024/2025), a produção ficou estável, mas com ganhos de produtividade, compensando uma redução de 3,2% na área semeada. 

Mato Grosso lidera com 68,3% da produção nacional. A Bahia, em segundo lugar, responde por 21,6%. Juntos, produzem 89,9% do algodão brasileiro.

A safra 2025/26 confirmou a robustez da produção, apesar da redução da área, a produtividade foi de 2.024 kg/ha, 0,6% maior que na safra 2024/25, elevando a produção (tabela 1). Na Bahia, o algodão é de sequeiro e irrigado. Historicamente mais vulnerável a variações climáticas, o estado vem consolidando ganhos técnicos que o aproximam dos níveis do Mato Grosso.

Tabela 1.
Produção, área e produtividade, entre as safras 2024/2025 e 2025/2026.

Safra Produção (mil t) Área (mil ha) Produtividade (kg/ha)
2024/2025 4.081,5 2.085,6 1.957,0
2025/2026* 4.084,6 2.018,3 2.024,0
Variação (%) 0,1 -3,2 3,4

*Estimativa em agosto de 2026.
Fonte:
Conab. Elaboração Scot Consultoria.

A redução de 3,2% da área cultivada, possivelmente é devido ao clima e ao mercado internacional. Contudo, a produtividade cresceu 3,4%, compensando a menor área, justificando a marca geográfica da safra de algodão. Com Mato Grosso concentrando lavouras de alto rendimento e a Bahia avançando em sistemas irrigados.

Mercado algodoeiro

A cotação do algodão em pluma oscilou entre 2021 e 2026. Em agosto de 2024, a cotação estava abaixo de R$4,00 por libra-peso (Cepea). No final de 2024, a cotação reagiu sob postura firme dos vendedores.

Em junho de 2026, as cotações caíram, sob pressão de compradores. A dinâmica vigente está determinada por dois fatores: paridade de exportação (dólar) e qualidade dos lotes (figura 1).

Figura 1.
Preços médio do algodão em pluma, em R$/@.

*Até 13 de agosto.
Fonte:
Cepea. Elaboração Scot Consultoria.

Os dados mostram Mato Grosso e Bahia dominando, aproveitando economias, cooperativas, tecnologia, e incentivo a pesquisa. O crescimento de produtividade em ambos os estados, apesar da redução de área, sugere maturidade técnica. 

O Nordeste, porém, cresce em importância relativa. Maranhão e Piauí ganham relevância com a irrigação e investimento em pesquisa, mas representam menos de 25,0% do total. 

A safra 2025/26 posicionou o Brasil como maior exportador mundial de algodão. 

Para produtores e processadores, acompanhar o mercado é recomendável, pois são os sinais que definem margens e estratégia de semeadura.

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