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Carta Grãos e Agricultura - Safra de verão 2025/26: como estão as lavouras brasileiras? Em janeiro, o clima colaborará?

A produção, tanto do milho primeira safra, quanto da soja, tem potencial de recordes.


Foto: Shutterstock

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Milho

Para a primeira safra, ainda há algum trabalho de semeadura em progresso, notadamente nos estados do Maranhão e Piauí, onde o progresso avançou muito bem durante o decêndio final de dezembro.

Para os demais estados, como Paraná e Rio Grande do Sul, principais produtores, a implementação das lavouras está praticamente finalizada – veja na tabela 1.

Tabela 1. 
Progresso de semeadura do milho primeira safra nos principais estados produtores.

Estado Semana até: Média 5 anos
2024 2025
28/dez 20/dez 27/dez
Maranhão 25,0% 15,0% 30,0% 22,8%
Piauí 35,0% 22,0% 35,0% 25,4%
Bahia 67,0% 91,0% 96,0% 77,4%
Goiás 100,0% 98,0% 99,8% 87,2%
Minas Gerais 100,0% 100,0% 100,0% 98,8%
São Paulo 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
Paraná 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
Santa Catarina 100,0% 100,0% 100,0% 99,9%
Rio Grande do Sul 92,0% 92,0% 94,0% 89,6%
9 estados 80,8% 82,0% 85,6% 80,3%

Fonte: Conab / Elaborado por Scot Consultoria

No Paraná, o Deral-PR, estima que 93,0% do milho paranaense encontra-se em boas condições de cultivo, enquanto 7,0% estão em condições médias ou ruins (16/12). De forma geral, espera-se que a produtividade no estado seja excelente.

No Rio Grande do Sul, a Emater aponta que o cultivo do milho foi favorecido nos últimos dias por conta das precipitações que ocorreram na maioria das áreas, retirando o viés de seca que se instaurava. A maioria das lavouras está na fase de enchimento de grãos.

Em ambos os estados, já existem algumas áreas prestes a serem colhidas. Entretanto, de forma nacional, a maior parte das lavouras encontra-se ainda no estado de desenvolvimento vegetativo ou enchimento de grãos.

Entendemos que, para a primeira safra, há um potencial maior do que em relação à safra do ano passado. As estimativas da Conab apontam que a produção na safra de verão este ano deve ser de 25,9 milhões de toneladas, um acréscimo de 3,9% em relação ao ano passado.

Soja

Ainda existem algumas áreas a serem semeadas em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Piauí e, mais notoriamente, no Maranhão.

Na fase inicial de implantação das lavouras, houve um grande atraso – mais evidente em Goiás, Minas Gerais e Maranhão. Entretanto, o ritmo dos produtores aumentou e, embora haja muito risco para a janela do milho safrinha, o ritmo de trabalhou andou bem.

O que não ocorreu no Maranhão, onde o ritmo ainda está menor do o ano passado e do que a média dos últimos cinco anos – veja na tabela 2.

Tabela 2. 
Progresso de semeadura da soja nos principais estados produtores.

Estado Semana até: Média 5 anos
2024 2025
28/dez 20/dez 27/dez
Tocantins 100,0% 99,0% 100,0% 96,8%
Maranhão 67,0% 54,0% 60,0% 62,8%
Piauí 98,0% 95,0% 98,0% 93,8%
Bahia 100,0% 99,0% 100,0% 96,4%
Mato Grosso 100,0% 100,0% 100,0% 99,9%
Mato Grosso do Sul 100,0% 100,0% 100,0% 99,9%
Goiás 99,9% 99,5% 100,0% 98,9%
Minas Gerais 100,0% 100,0% 100,0% 99,2%
São Paulo 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
Paraná 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
Santa Catarina 95,0% 91,0% 94,0% 93,8%
Rio Grande do Sul 96,0% 96,6% 96,0% 90,2%
12 estados 98,2% 97,6% 97,9% 96,7%

Fonte: Conab / Elaborado por Scot Consultoria

Segundo o Deral-PR, 89,0% da soja paranaense encontra-se em boas condições de cultivo, enquanto 11,0% estão em condições boas ou ruins (16/12). Espera-se que a produtividade seja um pouco maior do que em relação ao ano passado.

No Rio Grande do Sul, segundo a Emater-RS (30/12), a condição das lavouras é considerada boa, com a combinação de precipitação e dias de sol colaborando para que a cultura tivesse um bom vigor vegetativo, com uma boa capacidade produtiva.

De forma nacional, a maior parte das lavouras encontra-se em estado de desenvolvimento vegetativo, floração ou enchimento de grãos.

A Conab estima que o Brasil colherá uma safra recorde neste ciclo – por ora, enxergamos dessa forma. A produção deve ser de 177,1 milhões de toneladas, incremento de 3,3% em relação ao ciclo passado.

O clima na primeira quinzena de janeiro, beneficiará o desenvolvimento das lavouras?

Para a segunda semana de janeiro (4 a 10), o cenário é de chuvas em grande parte de Mato Grosso, Goiás e Norte de Minas Gerais. Para a terceira semana (11 a 17), as precipitações descem para o Sul, atingindo grande parte do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – veja nas figuras 1 e 2.

Figura 1. 
Mapa de precipitação para o Brasil, entre os dias 4 e 10 de janeiro de 2026.

Fonte: NOAA

Figura 2. 
Mapa de precipitação para o Brasil, entre os dias 11 e 17 de janeiro de 2026. 

Fonte: NOAA

Há de se notar que, para a primeira quinzena de 2026, há a previsão de uma área de menor precipitação compreendida entre o sul de Goiás, norte de Mato Grosso do Sul e partes do Triângulo Mineiro.

Nesse sentido, há áreas que vão receber quantidades consideráveis de precipitação e outras que não, porém, o desenvolvimento das lavouras não deverá ser impactado.

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