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Scot Consultoria

Competitividade das exportações brasileiras


Quinta-feira, 24 de janeiro de 2019 - 17h20

por Leandro Bovo

Médico veterinário, pós-graduado pela ESPM, MBA em finanças pelo Insper-SP e sócio diretor da Radar Investimentos


Foto: Scot Consultoria


Muito provavelmente todos que estão envolvidos de alguma forma com o mercado pecuário devem ter acompanhado as notícias do recorde de exportação de carne bovina batido em 2018 pelo Brasil, consolidando sua posição como maior exportador mundial. Foram embarcados 1,64 milhão de toneladas, gerando um faturamento de 6,57 bilhões de dólares.


O aumento das exportações veio em ótima hora, já que o mercado interno ainda sente os efeitos da maior crise econômica da história, com impactos negativos no número de empregos e, consequentemente, no consumo de carne bovina. O crescimento das exportações brasileiras foi construído ao longo dos últimos anos e se baseia principalmente na qualidade e no preço competitivo do nosso produto. A alta do dólar e os preços da arroba relativamente estáveis em reais em 2018 ajudou a aumentar a competitividade do nosso produto contribuindo para que esse recorde fosse quebrado.


O ponto que gostaria de destacar no artigo de hoje é que 2019 começa com ótimas expectativas com relação ao novo governo, que vem adotando medidas acertadas no entender do mercado, o que aumenta a atratividade da economia brasileira frente aos seus pares nos chamados países emergentes. Caso as reformas, a começar pela da previdência, sejam aprovadas, é bem provável que o fluxo financeiro para o Brasil aumente, tendo como consequência uma maior valorização do real frente ao dólar, o que diminuiria nossa competitividade no mercado internacional. Acompanhe na figura 1 a cotação do dólar nos últimos anos e a cotação da nossa arroba em dólares.


Figura 1.
Arroba do boi gordo em SP, em dólares, desde 2014.

Fonte: Broadcast


É difícil prever com exatidão o impacto de uma queda grande do dólar nas exportações brasileiras, já que caso isso ocorra, com certeza as indústrias exportadoras tentarão repassar esse custo, aumentando o preço da tonelada em dólar e aí vamos depender do apetite dos nossos compradores e das alternativas que eles têm à nossa carne. Utilizando a curva de preços do mercado futuro e simulando as cotações do dólar a R$3,70; R$3,50; R$3,30 e R$3,10, teríamos as seguintes cotações da @ em dólares.


Nossa @ em dólares hoje está cotada a US$40,31, contra US$39,70/@ da Argentina, US$49,00/@ do Uruguai e US$40,70 do Paraguai, ou seja, a briga para subir o preço da tonelada em dólares tende a ser grande e caso o dólar realmente apresente uma trajetória de queda acentuada ao longo de 2019, esse pode vir a ser um limitador para altas mais fortes na @ nesse ano. Vai ser importante acompanhar essa variável de perto.



 



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