• Domingo, 22 de julho de 2018
Scot Consultoria

Mude a ferramenta, mas não a proteção...


Quinta-feira, 21 de junho de 2018 - 17h00

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por Douglas Coelho

Douglas Coelho é zootecnista formado pela UNESP – Jaboticabal-SP e sócio da Radar Investimentos


Foto: Scot Consultoria


O destaque da movimentação dos participantes do mercado futuro no final da semana anterior foi a redução da posição vendida de P.J Não Financeira para o boi gordo. Dentro desta categoria (PJNF) podem estar players como frigoríficos, grupos agropecuários e outras empresas deste setor.


Tabela 1.
Divisão de contratos por tipo de participante do mercado futuro do boi gordo.
Fonte: Radar Investimentos / B3


Simultaneamente, no mercado de opções de boi gordo naquela mesma semana, o destaque foi a compra de 1.800 puts (seguro de preço mínimo) para out/18 com strike (ou preço de exercício) em R$150,00/@.


Qual seria um cenário provável que podemos imaginar com isto?


É possível que grandes empresas do meio trocaram suas ferramentas de proteção de preço na última semana para outras que exijam menos caixa em uma possível alta. Aliás estamos em plena entressafra e os custos do confinamento ainda estão relativamente altos.


Neste período, a dificuldade das indústrias em encontrar lotes relevantes para as operações de abate seria comum. No entanto, nos últimos dias, os fundamentos dão indicações que a firmeza típica da entressafra pode ser mais cadenciada, pelo menos neste início.


A primeira indicação vem do grande propulsor de preços da arroba, o mercado interno. Em mais uma semana, o Boletim Focus do Banco Central revisou para baixo as projeções de PIB do país, de 1,94% para 1,76%. Nossa economia deve crescer menos que o esperado e isto tem reflexo direto na intenção de consumo das famílias.


O segundo vem do lado das exportações. Olhando somente para os dados do MDIC, o volume embarcado de 27,9 mil toneladas nas duas primeiras semanas de jun/18 não cria um otimismo para o consolidado. Embora, haja mais uma segunda metade, que poderia aliviar este desempenho.


Olhando para o mercado físico do boi gordo em São Paulo, o processo de correção do abastecimento do boi gordo para os frigoríficos e da carne no atacado para o varejo também continuou nesta semana. Com a carne no atacado em baixa, as escalas de abate patinando e ofertas de compra entre R$140,00 e R$141,00/@, à vista, bruto de impostos no estado.


Se alguém me perguntasse se este processo foi longo, eu diria que sim. No entanto, as oscilações de preços da carne no atacado com e sem osso tem sido menores frente ao início/meados deste mês, o que sugere que esta correção pode estar próxima do fim.


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