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Scot Consultoria

Índice de Atividade econômica do BC recua 0,38% em agosto/17, porém expectativa de avanço em 2017 se mantém


Sexta-feira, 20 de outubro de 2017 - 14h00

Parallaxis Consultoria - informações sob indicadores econômicos em geral.


O indicador de atividade do Banco Central (IBC-BR), tido como proxy do PIB brasileiro, recuou 0,38%, no mês de ago/17, na comparação mensal com ajustes sazonais, após ter expandido 0,36% em jul/17. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador apresentou variação positiva de 1,64%, após avançar 1,28% no mês anterior, no mesmo modo de comparação. O recuo na passagem do mês foi reflexo principalmente do resultado negativo da produção industrial e do setor de serviços no período.​


Figura 1.
Variação mensal e anual do indicador de atividade do Banco Central


Nos últimos 12 meses, o indicador acumulou queda de 1,08%, melhorando em relação ao resultado encerrado em jul/17, de -1,43%, e também menos negativo que o mesmo período do ano anterior (ago/16), quando o indicador apontava recuo de 5,43% no acumulado em 12 meses.


Em relação a nossa expectativa, nossos modelos apontavam recuo de 0,3% na passagem do mês, com ajustes sazonais, e +1,9% na comparação interanual, marginalmente próximos ao resultado efetivo.


Figura 2.
Variação anual acumulada do indicador de atividade do Banco Central


Em 2017, o indicador avançou e nos oito primeiros meses do ano apresenta crescimento de 0,31%, em linha com nossa expectativa para a atividade. Apesar do recuo na margem em agosto, os dados rotineiramente têm evidenciado a tendência de retomada da atividade, ainda que de maneira muito esmorecida. Dado o resultado acumulado até aqui, e as perspectivas da entrada da economia no estágio final da desalavancagem do setor privado e da ligeira acomodação no mercado de trabalho, revisamos nossas expectativas de crescimento para 2017 e 2018.


Nossa projeção do PIB para o ano de 2017 aumentou de +0,4% para +0,6%. Já para 2018 nossa projeção de crescimento do PIB foi para +2,3%, de anteriores +2, 2%.


Ainda que de maneira moderada, as famílias voltaram a consumir, conforme percebemos nos dados das vendas no varejo. A redução da taxa básica de juros auxiliou a queda do custo médio das operações de crédito, que juntamente com a melhora marginal no mercado de trabalho (emprego e renda real), o processo desinflacionário e os recursos disponibilizados pelas contas inativas do FGTS, impulsionaram o consumo e tendem a continuar aliviando durante o restante do ano. Por outo lado, as empresas continuam em processo de desalavancagem, contendo a demanda e dificultando o retorno dos investimentos na economia. Esperamos uma retomada mais vigorosa da atividade econômica no fim do processo de desalavancagem das empresas, que estimamos deverá ocorrer no fim deste ano e começo de 2018.



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