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IPCA de julho/17 registra inflação de 0,24%, influenciado pela energia elétrica e combustíveis mais caros


Sexta-feira, 11 de agosto de 2017 - 09h00

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por Parallaxis

Parallaxis Consultoria - informações sob indicadores econômicos em geral.



O IPCA de julho de 2017 registrou inflação de 0,24% ante o mês passado, quando havia apresentado deflação de 0,18%. Mesmo com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses recuou, de 3,00% em junho, para 2,71% neste mês, registrando a menor taxa acumulada em 12 meses dos últimos 16 anos.


No mesmo mês de 2016 a inflação para o período havia sido 0,52%. A leitura de julho/17 foi a menor taxa para o mês nos últimos dois anos. Em relação à nossa expectativa (projeção Parallaxis: 0,14%) e a do mercado (mediana das projeções: 0,19%) o resultado foi acima do esperado. O desvio da nossa projeção em relação ao resultado ocorreu devido ao grupo Habitação, o qual esperávamos apresentar inflação levemente menor que o observado.


Figura 1.
IPCA (Var.%m/m e Acum. 12 meses) 


Em relação ao mês anterior, entre os 9 grupos que compõem o indicador, 4 grupos foram responsáveis pelo retorno da inflação ao território positivo pois apresentaram deflação menor ou inflação maior. A saber: Alimentação e Bebidas (-0,50% para -0,47%), Habitação (-0,77% para 1,64%), Transportes (-0,52% para 0,86%) e Despesas pessoais (0,33% para 0,36%).



Analisando por ordem de importância na composição do resultado, com impacto deflacionário, os grupos de Alimentos e Bebidas (-0,12 p.p.) Vestuário (-0,03 p.p.) e Artigos de Residência (-0,01 p.p.) foram os superados pelos impactos inflacionários, especialmente dos grupos Habitação (0,25 p.p.), Transporte (0,06 p.p.), Saúde e Cuidados Pessoais (0,04 p.p.) e Despesas Pessoais (0,04 p.p.).


Na análise por itens e subitens, no grupo Habitação, o grande destaque foi a elevação da tarifa de energia elétrica (+6,0%) devido a substituição da bandeira verde pela amarela, adicionando R$ 2,00 a cada 100 kwh consumidos, sendo este item isoladamente responsável pelo impacto de 0,20 p.p.. No grupo Transportes, o destaque ficou por conta de combustíveis que avançou 0,92%, em função do etanol (+0,73%) e da gasolina (+1,06%) mais caros, que sofreram o aumento da alíquota do PIS/Cofins.


No mesmo grupo, ainda se destacou o item ônibus interestaduais (+2,15%). Por fim, como itens com destaque deflacionários, no grupo Alimentação e Bebidas, a batata-inglesa (-22,73%), o leite longa vida (-3,22%), as frutas (-2,35%) e as carnes (-1,06%) se tornaram mais baratos.



Nossa projeção para o IPCA de 2017 é de 3,5%, enquanto para 2018 a inflação é de 3,7%.


Com o ambiente sistematicamente revelando-se desinflacionário, por vezes deflacionário, e a dinâmica apresentada pelas expectativas de inflação e atividade, acreditamos que o COPOM poderá seguir cortando a taxa Selic em 1 p.p. em sua próxima reunião no mês de setembro. Existe bastante espaço para cortes, de maneira que acreditamos que até a data da próxima reunião, já municiados dos dados mais recentes de inflação e atividade, o BCB poderá manter o ritmo atual. Não apenas, mas também acreditamos que o ciclo de queda da Selic irá encerrar o ano em 7,5% a.a., e a depender dos dados, até inferior a isso. Para 2018, vemos possibilidades de novas reduções, de maneira que, por enquanto, projetamos 7,0% a.a. para o fim do próximo ano.


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