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Scot Consultoria

Um Brasil endividado


Quarta-feira, 24 de junho de 2015 - 15h04

Problemas sociais - soluções liberais
Liberdade política e econômica. Democracia. Estado de direito. Estado mínimo. Máxima descentralização do poder.


Ontem (terça-feira, dia 22) tivemos a chocante notícia de que a dívida pública do governo brasileiro chegará em 2,5 trilhões de reais até o fim deste ano. O projeto petista de poder, baseado em um keynesianismo tolo e ultragastador, mostrou mais uma vez que é um poço sem fundo, onde quando pensamos que não podemos afundar mais, aí é que afundamos mais um pouco.


Dado que o PIB brasileiro para 2014 foi de 5,5 trihões, e que a expectativa para 2015 é de redução em até 1% desse valor, estamos em um cenário onde não há produtividade e vivendo da destruição da nossa parca poupança.


Essa já parca poupança se mostra cada vez menor com a notícia, também de hoje, que o juro médio ao consumidor subiu a 57,3% ao ano, que é a maior média histórica registrada pelo Banco Central, ou seja, pelo menos desde 1964.


Taxas de juros são, na verdade, o preço do dinheiro para empréstimos, e como todo preço, ele possui significado, conforme já esclareci em outra ocasião:


Preços de mercado estão sempre transmitindo informações acerca da utilidade e da escassez do produto comercializado. Quando o preço de um produto é muito alto, é porque ele está sendo muito útil ou muito escasso, podendo haver uma combinação de ambos. Quando o preço é baixo, é porque ele está sendo pouco útil ou pouco escasso.


Uma das maiores qualidades de um bom empreendedor é saber falar "precês", a língua do preço. Ouvir o preço, entendê-lo, e responder com a produção e distribuição de bens e serviços demandados pela sociedade é a fina arte de um empreendedor.


Se as taxas de juros naturais de um país estão muito altas, é porque não há poupança interna suficiente, ou seja, gente com dinheiro sobrando para emprestar. Há, literalmente, escassez de recursos. E antes que alguém diga que "é só imprimir dinheiro", antecipo que essa prática, na verdade, aprofunda o problema. Se o governo resolve imprimir dinheiro para suprir a falta dele, esse dinheiro novo vai roubar valor do dinheiro velho, desvalorizando ainda mais a moeda, fazendo com que, além da falta de dinheiro, tenhamos também mais inflação.


Também dentro dessa lógica de esvaziamento da poupança nacional, o endividamento das famílias brasileira ronda sempre na faixa dos 60%, com um terço delas em estado de inadimplência. As famílias que tiveram acesso ao pouco crédito disponível não consegue pagá-lo, ou paga com muita dificuldade.


Não nos enganemos. Esse resultado desastroso da economia tem um culpado direto: o governo do PT, não somente o da atual Presidente Dilma, mas também o do ex-Presidente Lula. A política de expansão monetária, crescimento econômico pelo consumo, protecionismo, altíssima carga tributária, política de campeões nacionais e redistribuição de renda (para pobres, ricos, e políticos, às custas da classe média) foi a responsável por essa catástrofe que vivemos. É o keynesianismo na veia.


Para um Brasil endividado, os remédios são os mais amargos possíveis: um ajuste fiscal muito mais agressivo do que este que vemos aí, responsabilidade fiscal extrema, paulatina redução de impostos com livramento de recursos para investimento em produtividade e educação, liberdade econômica e privatizações.


E aí, PT... topa?

Por Bernardo Santoro



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