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Scot Consultoria

CNA projeta expansão da agropecuária brasileira para a África


Quarta-feira, 26 de junho de 2013 - 17h39

Economista, cursando doutorado na London School of Economics and Political Science.


Uma parceria, acertada entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Fórum Econômico Mundial pode dar início a um novo plano estratégico para o agronegócio brasileiro. O acordo firmado entre as duas entidades prevê o desenvolvimento do agronegócio, por meio de um projeto que inclua a criação de uma agenda e também um programa de transferência de tecnologia para o continente africano.


A pedido da presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, o Fórum concordou em utilizar sua experiência para redigir a agro agenda que responda às demandas comuns dos quatro elos da cadeia que compõe o agronegócio brasileiro - insumos, produção, industrialização e comercialização. O objetivo desse texto, que terá como horizonte o ano de 2020, é estabelecer e organizar ações para desenvolver o setor.


"A agropecuária brasileira cresceu 9,7% no primeiro trimestre deste ano, em relação aos últimos três meses de 2012. O agronegócio é o motor da economia brasileira. Mas se traçarmos um objetivo comum para o setor, podemos crescer ainda mais", disse a senadora Kátia Abreu. O encontro ocorreu em Genebra, e contou também com a participação dos presidentes das Federações de Agricultura do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Goiás, Santa Catarina, além do secretário-executivo do Senar - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.


Borge Brende, diretor-executivo do Fórum, se mostrou interessado na experiência brasileira e pediu a colaboração da CNA em programas de capacitação de agricultores africanos e na gestão dos recursos hídricos no continente.


"Somos a favor da democratização da tecnologia e vamos levar esse conhecimento à África", prometeu a senadora Kátia Abreu, ao lembrar que nos últimos 40 anos o Brasil deu um salto em matéria de segurança alimentar, ao passar da condição de país importador a exportador de alimentos. "Estamos prontos para dividir essa experiência com o continente africano", afirmou a presidente da CNA.


O papel do Mercosul


Kátia Abreu também criticou algumas decisões do Mercosul que, segundo ela, prejudicam o agronegócio brasileiro. Para a senadora, é inconcebível que dois países do bloco sul americano ditem as regras para a agricultura brasileira. "Queremos inverter esse paradigma. Nós, agricultores e pecuaristas brasileiros, estamos entre os que mais contribuem para o crescimento econômico do Brasil. É inaceitável que Argentina e Venezuela decidam nosso destino", afirmou a presidente da CNA.


A senadora afirmou, ainda, que apesar dos avanços alcançados no diálogo com o governo da presidente Dilma Rousseff, o país precisa avançar em áreas como logística e infraestrutura, cabotagem, reforma da previdência e o custo da mão de obra, que é um dos mais caros do mundo e tira a nossa competitividade.


Os representantes do Forum Econômico também convidaram a senadora para participar do Davos de Verão (Summer Davos), reunião que se realizará de 11 a 13 de setembro na China, o principal parceiro comercial da agricultura brasileira. O tema central do evento deste ano será inovação e a presidente da CNA será a palestrante de destaque no painel sobre América Latina.



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