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Scot Consultoria

Estoques de soja apertados. A demanda mundial segue firme


Quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013 - 15h54

Engenheira agrônoma, formada pela Universidade Estadual Paulista – UNESP, Campus de Ilha Solteira e graduanda em Direito pelo Universidade de Ribeirão Preto – UNAERP. É engenheira de avaliações de imóveis rurais pela Scot Consultoria desde 2012. Realiza laudos para garantias bancárias, valor de mercado, divisão de bens, indenização para desapropriação, cálculo de passivo ambiental, comprovação de produtividade e acompanhamento em processos judiciais. Além disso, acompanha serviços de georreferenciamento, Cadastro Ambiental Rural e projetos ambientais, prestados por parceiros da Scot Consultoria.


No início de 2012 as perspectivaspara a safra norte-americana de grãos eram as melhores. A expectativa era de produção recorde.


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimava uma safra de 95,20milhões de toneladas de soja e as projeções, para o estoque final, eram de 3,73milhões de toneladas.


No entanto, a cada relatório de acompanhamento de safra,divulgado pelo Departamento, os números caiam.


Os índices de umidade e a qualidade das lavouras norte-americanas eram cada vez piores e o mercado começava a sofrer os reflexos disso.Os Estados Unidos estavam passando pela pior seca desde 1956.


A quebra da safra 2012/2013 nos Estados Unidos deixou o mercado frenético e os preços da soja dispararam.


Estoques finais reduzidos


Os estoques finais dos Estados Unidos, segundo o USDA, reduziram para 3,39 milhões de toneladas em 2012/2013. Esse volume é o mais baixo desde 2003/2004, quandoatingira 3,05 milhões de toneladas. 



A produção 2012/2013 acabou consolidando-se em 82,05 milhões de toneladas. Com a menor disponibilidade norte-americana, os compradores se abasteceramna América do Sul.


O problema é que, tanto o Brasil quanto a Argentina,vinham de uma safra também afetada pela seca.


Com isso, os estoques mundiais de soja estãoem volumes historicamente baixos e, a demanda mundial permanece aquecida, principalmente por parte da China, maior importador.


Os chineses importaram 50,23 milhões de toneladas em 2011/2012. Para a temporada atual, as estimativas do USDA apontam um aumento de 25,4% nas compras chinesas, estimadas em 63,00 milhões de toneladas de soja.


Perspectivas para 2013


A perspectiva para o Brasil, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), é de uma produção de 83,42 milhões de toneladas de soja em 2012/2013. Um aumento de 25,7% em relação à safra anterior, quando foram colhidas 66,38 milhões de toneladas.


Para os Estados Unidos, as primeiras estimativas com relação à safra 2013/2014, divulgadas pelo USDA, apontam, novamente, para recorde. São esperados 92,67 milhões de toneladas de soja.


Ainda é cedo para afirmar que estes números se consolidarão.


Para os estoques mundiais, a tendência é de recomposição, caso se confirme a maior produção no Brasil e na Argentina na temporada.


A expectativa é de que os estoques mundiais de soja atinjam 60,12 milhões de toneladas em 2013, fato que deve aliviar a pressão sobre os preços.



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