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Scot Consultoria

Agricultura e pecuária sustentável e a posição brasileira na COP26


Terça-feira, 7 de dezembro de 2021 - 12h00

A equipe da Scot Consultoria participou do evento “Fórum Planeta Campo” realizado pelo Canal Rural, em 30 de novembro de 2021.


O evento foi realizado com o intuito de discutir os acordos firmados na COP26, realizada em Glasgow, na Escócia, e como o Brasil tem atuado para cumprir os compromissos ambientais assumidos.


A apresentação está disponível em: Fórum Planeta Campo aponta cenários do agro sustentável pós COP 26


A sustentabilidade passou a compor e a dar suporte às operações que envolvem o agronegócio. As mudanças climáticas, além do viés ambiental, prejudicam o processo produtivo, assim, se as empresas não pensarem em descarbonização hoje, serão afetadas futuramente.


Não se deve falar em ações conflitantes para produção de alimentos e meio ambiente, mas sim em uma legislação que garanta e incentive o produtor rural a produzir com segurança e sustentabilidade, principalmente em momentos em que se tem custos produtivos elevados.


Com a crescente demanda dos consumidores por produtos sustentáveis, a conferência do clima é uma vitrine para países com uma agricultura sustentável, ganhando mais mercados. Os compromissos ambientais são uma oportunidade, principalmente para o agronegócio brasileiro.


Compromissos ratificados na COP26

A participação brasileira na COP26 foi positiva e importante, com resultados significativos para o setor e metas ambiciosas.


Um dos acordos firmados foi sobre florestas, que contou com a adesão de mais de cem países, correspondendo a cerca de 90% da cobertura florestal do planeta, e teve como foco a erradicação do desmatamento ilegal até 2030. Para isso, foi destacada a importância em acelerar a regularização fundiária ambiental e incentivo ao desenvolvimento produtivo sustentável, através de fundos públicos e privados.


Outro compromisso assinado foi o da diminuição de emissão de metano, com adesão de cerca de cem países, para suprimir em 30% as emissões até 2030. Entre as estratégias discutidas para atingir essa meta, destaca-se a intensificação produtiva e a melhoria das pastagens, reduzindo as emissões/ano por meio da recuperação de pastagens, maior taxa de lotação e menor idade de abate.


Os planos de metas sustentáveis foram elaborados baseados em ciência e tecnologia, entretanto, o plano para fazer com que os avanços cheguem aos pequenos produtores sem acesso a crédito, tecnologias de ponta e extensão rural, precisa ser definido. Bons projetos atraem recursos financeiros e, assim, as oportunidades para pequenos produtores aumentam.


Agricultura e pecuária sustentável na prática

Mundialmente a agropecuária brasileira sofre ataques por conta da desinformação, indicando que o caminho para o mundo conhecer a prática da sustentabilidade no Brasil é a divulgação do que fazemos.


Nossos problemas

Muitas propriedades estão sem adequação ambiental e fundiária.


Quanto às emissões do setor, para estabelecer as melhores estratégias de redução, é preciso medir a quantidade e origem das emissões. Portanto, investimentos em metodologias para mensurar adequadamente os focos no Brasil é fundamental para atuar de maneira assertiva e, desse modo, acelerar os retornos obtidos com as ações corretivas.


O emprego de tecnologia nos sistemas de produção rural resulta em ganhos consideráveis, é o caso do Mato Grosso que, de 2001 a 2021, os ganhos em produção e produtividade tiveram relação inversamente proporcional ao desmatamento. Portanto, é preciso assistência e geração de oportunidades e condições econômicas para que produtores rurais se ajustem à essa agenda.


No mercado existem iniciativas privadas na busca por redução das emissões e as cobranças governamentais estão se dando de modo ordenado. Entretanto, o Brasil é um país de grande competitividade comercial e, portanto, sofre grandes pressões externas.


Transformação social por meio da sustentabilidade

O tripé, ambiental, social e econômico deve caminhar no mesmo compasso. O pequeno produtor precisa de fomento e estrutura, uma vez que sem sustentabilidade econômica fica inviável falar em sustentabilidade ambiental. É preciso integrar esses produtores e produtoras de modo que possam ser inseridos nos mercados sustentáveis e serem compensados pelo sequestro de carbono.


Se a discussão continuar tendo por base quem emite mais ou menos gases de efeito estufa, ficaremos estagnados. A exemplo da pandemia causada pelo covid-19, os países com piores condições financeiras para a vacinação, acabam por produzir variantes que quebram a proteção potencial das vacinas existentes.


O esforço para o estabelecimento de sistemas de produção sustentáveis deve ser realizado em conjunto, dando oportunidade a todos para que o objetivo de perenizar a vida no planeta seja atingido.


Debatedores

- Aline Locks, CEO da Produzindo Certo


- Álvaro Dilli, Diretor de RH e Sustentabilidade da SLC Agrícola


- Andréa Azevedo, Diretora do Fundo JBS pela Amazônia


- Caio Penido, Presidente do Instituto Mato-grossense de Carne (IMAC)


- Carlos Pellicer, COO Global da UPL


- Carlos Saviani, Líder global de Sustentabilidade da DSM


- Cleber Soares, Secretário-adjunto de Inovação do Mapa


- Eduardo Assad, Professor da Fundação Getúlio Vargas


- Eufran Ferreira, Chefe-geral da Embrapa Acre


- Fernando Cadore, Presidente da Aprosoja-MT


- Fernando Camargo, Secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa


- Júlio Busato, Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abapa)


- Liège Correia, Diretora de Sustentabilidade da JBS


- Rogério Castro, CEO da UPL Brasil


- Sérgio Souza, Deputado Federal


- Teresa Vendramini, Presidente da Sociedade Rural Brasileira


- Joaquim Leite, Ministro do meio ambiente


- Tirso Meirelles, Presidente do Sebrae-SP e vice-presidente da FAESP



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