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Scot Consultoria

Exemplo internacional no Brasil


Sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010 - 15h47

Cinco cooperativas do Brasil miram no exemplo da norte-americana DFA (Dairy Farmers of America) e da neozelandesa Fonterra e, desde agosto de 2009, articulam uma união. As cooperativas Itambé, Centroleite, Confepar, Cemil e Minas Leite, caso se unam, criarão a maior cooperativa de leite da América Latina, com faturamento anual de R$4 bilhões e uma captação de mais de 7 milhões de litros por dia, segundo informações do Valor Econômico. A Itambé possui cinco unidades, a Confepar possui duas fábricas e a Cemil possui uma unidade. A Minas Leite e a Centroleite somente captam o produto e revendem para terceiros. EXEMPLO A SEGUIR A intenção de seguir os modelos destas duas grandes cooperativas já existentes deve ser uma decisão acertada. São grandes potências que funcionam muito bem, cada uma com as suas peculiaridades. A DFA é uma cooperativa de leite dos Estados Unidos. Engloba mais de 18 mil produtores. Foi criada em 1998 com a intenção de centralizar as atividades das indústrias leiteiras e criar uma cooperativa forte, favorecendo tanto os produtores envolvidos quanto o setor leiteiro de uma maneira geral. A DFA, representada por um grande número de produtores, possui maior poder de argumentação e tem mais possibilidade de conseguir alterações no modelo institucional do setor leiteiro nos Estados Unidos, quando necessário. Como empresa, a cooperativa leva vantagem, relacionada principalmente ao seu tamanho. Uma grande produção traz a capacidade de diversificação dos produtos, a possibilidade de investimento em inovação dos lácteos, capacidade de investimento em marketing, ampliação de mercados, entre outros benefícios. Justamente pelo volume produzido e aporte de capital da empresa. “... criar uma cooperativa forte, favorecendo tanto os produtores quanto o setor leiteiro de uma maneira geral.” Os produtores também contam com melhores condições participando da cooperativa do que sendo um produtor isolado. Têm disponível uma série de serviços organizados pela DFA, como: facilidade na aquisição de financiamento, acesso a treinamentos, a planos de saúde (descontados no valor correspondente à produção), além da possibilidade de os produtores realizarem uma série de tipos de contratos com a cooperativa no momento da entrega do leite (garantia de preço mínimo, preço fixo, entre outros). Isso sem falar no recebimento dos ganhos da cooperativa, proporcional à participação de cada um na empresa. Atuando há 14 anos, a DFA é uma cooperativa que funciona e traz benefícios para o setor como um todo nos Estados Unidos, principalmente por envolver um grande montante de produtores. A Fonterra é uma cooperativa neozelandesa que reúne mais de 11 mil produtores. Foi criada em 2001 e representa aproximadamente 96% dos produtores de leite da Nova Zelândia. Trabalha de maneira semelhante à DFA e é hoje a maior exportadora de lácteos do mundo, atingindo mais de 140 mercados. NO BRASIL A realidade brasileira não pode ser 100% comparada com a norte-americana ou a neozelandesa. Portanto, é de se esperar que estas cooperativas sejam um modelo, não necessariamente um padrão a ser seguido pela possível nova cooperativa brasileira. De qualquer forma, é uma iniciativa que deve trazer benefícios, tanto aos produtores como ao setor leiteiro brasileiro.
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