A menor disponibilidade de gado para reposição mantém o viés de alta nas cotações, com valorização para todas as categorias em Mato Grosso do Sul na comparação feita semana a semana, exceto para a vaca magra.
Foto: Bela Magrela
O mercado de reposição está comprador, com pouca oferta.
Em função disso, o viés das cotações é de alta, com alta na comparação feita semana a semana, exceto para a vaca magra.
A maior alta foi para a cotação do bezerro de ano, que subiu 11,1%.
De forma geral, a oferta comedida de reposição tem levado os compradores a reporem com gado de estados vizinhos.
A cotação do bezerro de ano está nos maiores patamares do ano, com negócios entre R$379,00/@ em 30/10 e R$421,00/@ em 6/10. No mesmo intervalo, o boi magro foi cotado entre R$329,44/@ e R$357,36/@, considerando as médias semanais.
Na comparação feita semana a semana, a cotação subiu para todas as categorias de bovinos machos. A cotação do boi magro com 12,5@ subiu 8,5%, a do garrote com 10@ subiu 5,7%, a do bezerro de ano com 8@ subiu 11,1% e a do bezerro de desmama com 6,5@ subiu 3,6% (figura 1).
Figura 1.
Preços médios da reposição - machos anelorados - em R$/cabeça, em Mato Grosso do Sul.
Observação: a variação refere-se à diferença percentual entre cotação média da semana do dia 30 de outubro e a cotação média da semana de 6 de novembro.
Fonte: Scot Consultoria.
Com relação à reposição com fêmeas, na comparação semana a semana a cotação subiu para todas as categorias, exceto para a vaca magra. A cotação da vaca magra com 11@ caiu 0,3%, a da novilha com 9@ subiu 5,8%, a da bezerra de ano com 7@ subiu 1,4% e a da bezerra de desmama com 6@ subiu 4,4% (figura 2).
Figura 2.
Preços médios da reposição - fêmeas aneloradas - em R$/cabeça, em Mato Grosso do Sul.
Observação: a variação refere-se à diferença percentual entre cotação média da semana do dia 30 de outubro e a cotação média da semana do dia 6 de novembro.
Fonte: Scot Consultoria.
Para o curto e médio prazo, a expectativa é de firmeza.
Os abates de matrizes ao longo de 2025, superando 1 milhão de cabeças por mês em todos dos meses do ano, exceto em setembro e outubro, segundo dados do Sistema de Inspeção Federal (SIF), sugere uma produção menor de bezerros, estimulando os preços.
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