Ausência de chuvas e cotação do boi gordo limitaram negócios e pressionaram o preço da reposição.
Foto: Bela Magrela
Na primeira semana de setembro, o mercado de reposição em São Paulo esteve em “banho-maria”. A ausência de chuvas em diversas regiões reduziu a disposição dos recriadores em irem às compras. Somado a isso, o ritmo do mercado do boi gordo não foi suficiente para estimular o mercado de reposição.
As transações estão demorando mais, uma vez que os preços pedidos pelos vendedores e os que os compradores estavam dispostos a pagar estiveram conflitantes. No entanto, a pressão exercida pela escassez de pasto e a necessidade de liquidez levou os vendedores a cederem.
Dessa forma, na comparação feita semana a semana, a cotação do bezerro de desmama ficou estável. A cotação do bezerro de ano caiu 2,6%, a do garrote caiu 1,3% e a do boi magro caiu 1,1%. Ainda assim, o volume de negócios efetivados foi maior para o boi magro (figura 1).
Figura 1.
Cotação média da última semana de agosto e primeira de setembro da reposição de machos anelorados, em R$/cabeça, em São Paulo.
Fonte: Scot Consultoria
Para as fêmeas, na mesma comparação a cotação da novilha subiu 0,2%, e a da bezerra de desmama e a da vaca boiadeira, 0,1%. Para a bezerra de ano, a cotação caiu 0,3%. Veja na figura 2 como ficaram os preços na comparação semana a semana.
Figura 2.
Cotação média da última semana de agosto e primeira de setembro das fêmeas bovinas anelorados, em R$/cabeça, em São Paulo.
Fonte: Scot Consultoria
Os negócios estão com ritmo lento, com compradores na retranca diante das condições climáticas adversas. O mercado deverá melhorar a partir da segunda quinzena do mês, quando é esperado um cenário favorável com relação às chuvas.
Para a próxima semana, a cotação do boi gordo poderá ser determinante para o comportamento da reposição, uma vez que o desempenho do mercado de reposição está atrelado ao comportamento do mercado do boi gordo.
Em contrapartida, o retorno das chuvas deverá trazer fôlego ao mercado. Soma-se a isso a proximidade da estação de monta, que tende a elevar a procura por fêmeas, especialmente às aptas à reprodução, como as novilhas — movimento já observado pontualmente nas últimas semanas e que pode sustentar a cotação das fêmeas.
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