Poder de compra do pecuarista recua em quase todos os estados.
Fonte: Bela Magrela
Sabemos que a relação de troca é um indicador amplamente utilizado na pecuária, que compara os preços de dois produtos e indica a quantidade que precisa ser vendida de um para adquirir o outro. No mercado de reposição, ela indica quantos animais é possível comprar com a receita da venda do boi gordo.
Neste período do ano, confinadores costumam ser mais ativos nas compras de boi magro, porém, o quadro vigente em maio foi de lentidão nos negócios. Os compradores estão com uma postura conservadora, acompanhando as movimentações no mercado do boi gordo.
Dentre os estados monitorados pela Scot Consultoria, o poder de compra ficou desfavorável frente a abril em quase todos, exceto em Mato Grosso do Sul, Maranhão, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Veja a figura 1.
Figura 1.
Relação de troca, boi magro por boi gordo com 19@.
Para exemplificar a leitura da figura 1, em Goiás, o poder de compra em relação ao mês anterior – maio em relação a abril - piorou 7,9%. Dessa forma, ao vender um boi gordo com 19 arrobas, foi possível adquirir 1,34 boi magro frente aos 1,46 adquiridos em abril.
Diante do comportamento do mercado futuro, os compradores mantêm-se relutantes em fechar negócios, o que tem acirrado a disputa entre as pontas compradora e vendedora quanto o que é oferecido pelo comprador e o que é pretendido pelo vendedor.
Contudo, a expectativa para o segundo semestre é que a oferta de boiadas diminua. Esse cenário pode proporcionar incremento nas cotações do boi gordo.
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