Na comparação feita mês a mês, a cotação média do bezerro de ano foi a que mais subiu.
Foto por: Bela Magrela
Novembro foi marcado por forte valorização da reposição. O período chuvoso no Brasil Central deu ânimo aos pecuaristas que precisavam repor o rebanho, gerando uma maior movimentação no mercado. Junto a isso, a pouca oferta de bovinos não terminados, colaborou com o incremento nos preços.
De acordo com levantamento realizado pela Scot Consultoria, na comparação feita mês a mês, considerando todas as praças pecuárias, a alta foi de 18,1% para o boi magro, 17,6% para o garrote, 20,0% para o bezerro de ano e 18,9% para o bezerro de desmama.
No período, a categoria cuja cotação mais subiu foi o bezerro de ano. Veja na figura 1, a alta da categoria nas praças pesquisadas.
Figura 1.
Valorização mensal, em porcentagem, do bezerro de ano (240kg) anelorado nas praças pecuárias pesquisadas.

* SC e RS referem-se a bovinos de cruzamento industrial
Fonte: Scot Consultoria
Considerando a praça balizadora (SP), o aumento em igual comparação foi de 16,6% para o boi magro, 14,3% para o garrote, 19,2% para o bezerro de ano e 17,8% para o desmama. A cotação do boi gordo, no mesmo período, foi menor, de 9,1%. Ou seja, a relação de troca ficou pior para os recriadores e invernistas.
No curto prazo, as cotações no mercado de reposição devem se manter firmes e em alta. Porém, já é observado maior resistência dos compradores, devido aos preços elevados, mas, com a falta de oferta de bovinos, há pouca opção ao comprador.
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